Impulsionada pelo agro, balança comercial acumula alta de 32% em 2026
Dados da Secex apontam que o saldo positivo acumulado no ano chegou a US$ 30,4 bilhões; embarques do agronegócio e da indústria de transformação lideraram os ganhos
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,5 bilhão na terceira semana de maio de 2026, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (25) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
No período, a corrente de comércio chegou a US$ 13,5 bilhões, resultado de US$ 7,5 bilhões em exportações e US$ 6 bilhões em importações.
No acumulado do ano, o saldo positivo da balança comercial brasileira alcançou US$ 30,4 bilhões, alta de 32,9% na comparação com o mesmo período de 2025.
Entre janeiro e maio, as exportações somaram US$ 140 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 109,6 bilhões. A corrente de comércio no período chegou a US$ 249,6 bilhões.
Somente em maio, até a terceira semana do mês, o Brasil exportou US$ 23,5 bilhões e importou US$ 17,8 bilhões, gerando superávit de US$ 5,7 bilhões e corrente de comércio de US$ 41,3 bilhões.
Segundo o levantamento da Secex, as exportações cresceram 9,9% na comparação entre a média diária registrada até a terceira semana de maio de 2026 e a média de maio de 2025.
A média diária das exportações passou de US$ 1,424 bilhão em maio do ano passado para US$ 1,565 bilhão neste ano.
As importações também avançaram no período, com crescimento de 9,2%. A média diária passou de US$ 1,088 bilhão em maio de 2025 para US$ 1,188 bilhão em maio de 2026.
Com isso, a média diária da corrente de comércio alcançou US$ 2,75 bilhões, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 376,79 milhões.
Setores
Entre os setores exportadores, a agropecuária apresentou crescimento de US$ 65,17 milhões na média diária, avanço de 18,5% na comparação com maio do ano passado.
Já os produtos da indústria de transformação registraram aumento de US$ 111,89 milhões, crescimento de 15,4%.
Por outro lado, a indústria extrativa teve retração de US$ 37,56 milhões, queda de 11,1% no período.
Nas importações, a indústria de transformação também liderou o crescimento, com alta de US$ 98,79 milhões na média diária, avanço de 9,8%.
A indústria extrativa registrou crescimento de 3%, enquanto a agropecuária teve queda de 5,5% nas importações em relação ao mesmo período de 2025.
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