Preço do trigo sobe no Paraná com oferta menor; Conab reduz previsão da safra brasileira
Levantamento do Cepea mostra valorização do trigo no Paraná devido à menor oferta, enquanto os preços seguem em queda no Rio Grande do Sul. Conab também reduziu a estimativa da safra brasileira de 2026
As cotações do trigo seguem trajetórias diferentes nas principais regiões produtoras do país. Enquanto os preços registram alta no Paraná, o mercado continua em queda no Rio Grande do Sul, segundo levantamento divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Os pesquisadores atribuem o movimento à menor disponibilidade do cereal no mercado paranaense e ao cenário de baixa liquidez e demanda reduzida no estado gaúcho.
Paraná registra valorização
De acordo com o indicador Cepea/Esalq, o trigo do tipo pão ou melhorador era negociado no Paraná a R$ 1.395,99 por tonelada nesta segunda-feira (20), acumulando alta de 2% desde o início de julho.
Segundo o Cepea, a valorização é sustentada pela oferta mais restrita do produto no mercado de lotes, o que mantém as negociações em patamar mais elevado.
Rio Grande do Sul mantém tendência de baixa
No Rio Grande do Sul, o comportamento do mercado é diferente.
O trigo brando foi cotado a R$ 1.304,61 por tonelada, com queda acumulada de 1,87% em julho.
Os pesquisadores explicam que a pressão sobre os preços está relacionada à baixa liquidez nas negociações, à demanda limitada da indústria e ao abastecimento considerado confortável pelos moinhos, fatores que reduzem o interesse por novas compras.
Conab reduz previsão da safra
Além do cenário de preços, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para baixo a estimativa da produção brasileira de trigo em 2026.
A projeção passou de 6,30 milhões para 6,03 milhões de toneladas, uma redução de 4,5% em relação ao levantamento anterior.
Se a estimativa for confirmada, a produção será a menor registrada no país desde 2020 e ficará 23,5% abaixo da safra de 2025.
Área menor e produtividade influenciam revisão
Segundo a Conab, a redução da estimativa reflete principalmente a diminuição da área cultivada na Região Sul, responsável pela maior parte da produção nacional.
Também contribuíram para a revisão a queda na produtividade observada em parte das lavouras do Centro-Oeste.
O novo cenário reforça as perspectivas de oferta mais restrita do cereal ao longo da safra, fator que continua influenciando o comportamento dos preços nas diferentes regiões produtoras do país.
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