Bolsonaro passa por novo procedimento para bloquear nervo frênico em Brasília
Intervenção minimamente invasiva busca cessar crises de soluço e será realizada no Hospital DF Star nesta segunda-feira (29)
O ex-presidente Jair Bolsonaro será submetido nesta segunda-feira (29) a um novo procedimento médico para bloqueio do nervo frênico, no Hospital DF Star, em Brasília. A intervenção tem como objetivo controlar episódios recorrentes de soluço e deve durar entre 40 minutos e uma hora, segundo a equipe médica.
De acordo com os médicos, o procedimento será semelhante ao realizado no último sábado (27), mas desta vez do lado esquerdo do nervo. A técnica utiliza radiointervenção com anestesia local, guiada por ultrassom, sem necessidade de cortes ou incisões.
O médico Cláudio Birolini explicou que a intervenção consiste na aplicação de anestésico diretamente sobre o nervo frênico, provocando um bloqueio temporário da inervação do diafragma. A medida busca interromper o reflexo responsável pelos soluços persistentes.
Segundo o anestesiologista Bruno Sinedino, doutorando pela Universidade de São Paulo, o procedimento é considerado minimamente invasivo e tem efeito temporário. Após a aplicação, o anestésico perde força gradualmente, permitindo a recuperação da função nervosa.
No tratamento são utilizados dois medicamentos: um anestésico local, com duração média entre 12 e 18 horas, e um corticoide, que atua na redução da inflamação e pode ter efeito por até três meses.
Esta é a terceira vez que Bolsonaro passa por procedimento cirúrgico desde que foi internado, em 25 de dezembro de 2025. A expectativa da equipe médica é que ele receba alta até 48 horas após a intervenção, caso não haja intercorrências, dentro do prazo inicial de sete dias de internação.
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Os episódios de soluço estão associados a complicações decorrentes da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018, que provocou alterações no trato gastrointestinal e crises recorrentes de difícil controle clínico.
Especialistas avaliam que a recorrência dos sintomas pode ocorrer após o fim do efeito dos anestésicos, especialmente em casos de estresse crônico do nervo. Nesses cenários, novas intervenções não estão descartadas.
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