GLO volta ao debate após operação mais letal da história do Rio de Janeiro
Medida permite atuação das Forças Armadas em apoio à segurança pública quando há falha das forças locais
A Garantia da Lei e da Ordem (GLO) voltou a ser tema de discussão nacional após a operação policial que deixou 64 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28). O episódio reacendeu o debate sobre o uso das Forças Armadas em ações de segurança pública.
O governador Cláudio Castro criticou o governo federal, afirmando que o estado enfrenta o crime organizado “sozinho”. Em resposta, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, declarou que nenhum pedido de apoio foi negado ao governo fluminense e que a cooperação entre os entes federativos permanece aberta.
O que é a GLO
A GLO é uma medida prevista no artigo 142 da Constituição Federal e regulamentada pela Lei Complementar nº 97/1999 e pelo Decreto nº 3.897. Ela autoriza o emprego do Exército, Marinha e Aeronáutica para garantir a lei, a ordem e a segurança pública, em situações em que as forças policiais estaduais ou federais não conseguem manter o controle.
O presidente da República é o único que pode decretar a GLO, definindo duração, área de atuação e regras específicas de engajamento. Durante o período da medida, as Forças Armadas assumem poder de polícia para garantir a ordem pública e proteger pessoas e patrimônio.
A última aplicação ocorreu em novembro de 2024, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou o uso das Forças Armadas para reforçar a segurança durante a cúpula do G20, realizada no Rio de Janeiro.
Matérias relacionadas
Polícia cumpre 47 mandados contra grupo investigado por tráfico e lavagem de dinheiro no Paraná
Operação Impacto Moral: PF investiga desvio de mercadorias apreendidas na Receita Federal de Cascavel
Dois homens morrem em confronto com BPFRON em Guaíra
Operação Icarus mira grupo suspeito de abastecer facção com drogas
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.