Suspeito pelo desaparecimento de primas no Paraná entra na lista de Difusão Vermelha da Interpol
Principal suspeito pelo desaparecimento de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida passou a integrar a lista de Difusão Vermelha da Interpol, ampliando as buscas internacionais
O principal suspeito pelo desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, passou a integrar a lista de Difusão Vermelha da Interpol. A inclusão amplia o alcance das buscas por Clayton Antonio da Silva Cruz e permite que as forças de segurança de diversos países sejam acionadas para localizá-lo.
A informação foi divulgada pela advogada Josiane Monteiro, que representa as famílias das jovens. Segundo ela, o pedido de inclusão do nome do investigado na lista internacional partiu da defesa das vítimas, foi formalizado pela Polícia Civil e aceito pelas autoridades diante da possibilidade de que o suspeito tenha deixado o Brasil.
Investigações seguem com novas diligências
Enquanto as buscas por Clayton continuam, a Polícia Civil também avança na coleta de novas provas.
Recentemente, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência da mãe do investigado, em Mandaguari. Durante a operação, um aparelho celular foi recolhido e encaminhado para perícia.
Outro desdobramento considerado importante pela defesa foi o depoimento do filho de Clayton, de 19 anos. Conforme a advogada das famílias, o jovem relatou aos investigadores que o pai o procurou antes de desaparecer e afirmou ter cometido um erro.
Na avaliação da representante das famílias, o relato reforça o conjunto de provas reunido durante o inquérito.
Além disso, denúncias recebidas pela investigação apontaram possíveis esconderijos do suspeito em uma chácara na região de Mandaguari e indicaram imóveis ligados a ele que estariam sendo administrados por terceiros. Todas as informações seguem sendo apuradas pela Polícia Civil.
Localização das jovens segue como prioridade
Apesar do avanço das investigações, a principal preocupação das famílias continua sendo encontrar Letycia e Sttela.
Segundo Josiane Monteiro, a maior parte das denúncias recebidas nos últimos meses faz referência ao possível paradeiro de Clayton, enquanto poucas informações tratam da localização das jovens.
Ela ressalta que o tempo dificulta a produção de provas, mas afirma que a responsabilização criminal do suspeito não depende, necessariamente, da localização dos corpos.
De acordo com a advogada, o conjunto probatório reunido até o momento pode sustentar uma acusação por duplo homicídio, embora a investigação ainda não tenha localizado as vítimas.
As famílias seguem acompanhando de perto o andamento do inquérito e apresentando pedidos para novas diligências. Para a defesa, a eventual prisão de Clayton poderá ser decisiva para esclarecer o que aconteceu com as duas jovens.
Mesmo diante da principal linha investigativa apontar para um possível duplo homicídio, os familiares afirmam manter a esperança de encontrá-las com vida e pedem que qualquer informação sobre o paradeiro das vítimas ou do investigado seja comunicada às autoridades.
Relembre o caso
Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida desapareceram na madrugada de 21 de abril, após saírem de Cianorte na companhia de Clayton Antonio da Silva Cruz.
Imagens de câmeras de segurança registraram o grupo passando por Cianorte e Jussara antes de seguir para uma casa noturna em Paranavaí, onde as duas jovens foram vistas pela última vez.
Desde então, elas não mantiveram mais contato com familiares.
A Polícia Civil conduz o caso como um possível duplo homicídio, embora os corpos ainda não tenham sido encontrados.
Clayton está foragido desde 29 de abril, quando a Justiça decretou sua prisão preventiva. Conforme as investigações, ele utilizava identidade falsa, era conhecido pelos apelidos de "Dog Dog" e "Sagaz" e também possuía um mandado de prisão por roubo.
As buscas seguem sendo realizadas com apoio dos setores de inteligência da Polícia Civil e da Polícia Científica.
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