Mãe agride filha de 7 anos e é presa em Cascavel; bebê é acolhida pelo Conselho Tutelar
Menina de 7 anos é resgatada com corpo marcado por agressões; mãe é presa e bebê de 10 meses é acolhida. Vizinhos relatam violência diária
Uma menina de sete anos foi encontrada com graves sinais de agressão, incluindo hematomas, inchaço no dedo (com suspeita de fratura) e marcas de sufocamento no pescoço, na noite de segunda-feira (31), no bairro Rivieira, em Cascavel. A criança estava desesperada, sem calças e molhada quando a equipe policial a localizou escondida atrás de uma porta, chorando.
De acordo com o relatório da Polícia Militar, divulgado hoje (01), a guarnição foi acionada após denúncias de maus-tratos. Ao chegar ao local, os policiais ouviram choros vindos da residência e, após se identificarem, entraram na propriedade. A mãe da criança, uma mulher de 23 anos, tentou impedir a entrada da equipe, mas foi ignorada devido à gravidade da situação.
Em depoimento, a menina de sete anos relatou que sofre agressões constantes não apenas da mãe – que a espanca com chinelos, socos e chega a bater sua cabeça contra a parede – mas também de um homem careca, supostamente namorado da genitora, que lhe dava "cascudos" na cabeça e a sufocava pelo pescoço. A criança afirmou que a mãe presenciava as agressões e não fazia nada para impedi-las.
A residência foi descrita como insalubre, com lixo espalhado, roupas sujas, comida estragada e um forte odor. Vizinhos confirmaram que os gritos e choros da criança eram frequentes, ocorrendo quase diariamente.
Durante a abordagem, a mãe estava com outra filha, uma bebê de 10 meses, no colo. Ela admitiu o uso de cocaína e maconha e afirmou não ter familiares em Cascavel para auxiliá-la. A criança menor foi encaminhada ao Recanto da Criança, enquanto a vítima de 7 anos foi levada pela ambulância do SIATE para a UPA Veneza, onde recebeu atendimento médico e ficou sob tutela de uma assistente social. O Conselho Tutelar foi acionado para tomar as providências necessárias.
A mãe foi presa em flagrante por maus-tratos e encaminhada à Décima Central de Flagrantes. O celular da suspeita foi apreendido para análise, já que a menina afirmou existirem imagens do agressor no aparelho.
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