Milton Leite se entrega à polícia após operação contra PCC em SP
Ex-vereador e ex-presidente da Câmara de São Paulo era alvo de prisão temporária em investigação sobre suposta infiltração do PCC no transporte público da capital
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O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil) se entregou à polícia na tarde desta sexta-feira (18), em Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo. Ele compareceu à Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) acompanhado de um advogado.
Leite era alvo de um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça na quinta-feira (17), durante a Operação Vectura Corrupta, realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro e de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da capital paulista.
Na quinta-feira, os agentes foram até um endereço ligado ao ex-vereador, mas não o encontraram. Ele chegou a ser considerado foragido. Por meio de sua assessoria, Leite afirmou que estava viajando, negou ter fugido e disse que se apresentaria às autoridades. Também declarou ser inocente.
O que investiga a operação
A Operação Vectura Corrupta é a terceira fase de uma investigação sobre a atuação do PCC no transporte público de São Paulo. Segundo as autoridades, a apuração envolve empresas do setor e suspeitas de lavagem de dinheiro e participação de integrantes da organização criminosa.
Milton Leite está entre os investigados. A polícia afirma ter identificado indícios que apontariam para uma possível participação do ex-vereador no esquema investigado. As suspeitas ainda são objeto de apuração e não representam condenação.
A operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em diferentes cidades do estado de São Paulo. Entre os alvos estão políticos, advogados e empresários.
Milton Leite será levado para a cadeia
Após se apresentar, Milton Leite foi preso e será encaminhado para a cadeia pública de Mogi das Cruzes.
A prisão é temporária e ocorre no âmbito da investigação. A defesa do ex-vereador afirma que ele é inocente e que pretende esclarecer as acusações.
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