Marido é denunciado por afogar esposa e filha de 3 anos no Rio Paraná após briga por música
Promotoria aponta que acusado jogou veículo em alta velocidade no rio após esposa pedir a música 'Narcisista' em festa; crime contra a criança de 3 anos foi enquadrado em nova lei de 2026
O Ministério Público do Paraná denunciou um homem de 39 anos pela morte da esposa, de 36 anos, e da filha do casal, uma criança de três anos, em um caso ocorrido no município de Porto Rico, no Noroeste do Estado. Segundo a acusação, o investigado teria provocado de forma intencional a queda do veículo da família nas águas do Rio Paraná. Ele está preso preventivamente desde o dia 8 de maio.
De acordo com a denúncia apresentada pelo MPPR, o crime ocorreu na noite de 2 de maio. As investigações apontam que o homem conduzia o carro em alta velocidade quando seguiu até uma rampa náutica localizada nas proximidades do Aqua Park Resort e entrou com o veículo no rio após uma discussão com a esposa.
Conforme apurado pelas autoridades, a família havia passado o dia em Porto Rico. O casal participou de uma confraternização na residência de amigos e também visitou o filho mais velho. Ao deixar o local, por volta das 22h15, teria começado uma discussão dentro do automóvel.
A denúncia sustenta que, após o carro submergir, o acusado conseguiu sair do veículo e nadar até a margem. No entanto, segundo o Ministério Público, ele não teria tomado medidas imediatas para tentar resgatar a esposa e a filha, que permaneceram presas no interior do automóvel.
Os laudos elaborados pela Polícia Científica concluíram que as duas vítimas morreram por afogamento.
O Ministério Público também sustenta que a morte da mulher ocorreu em um contexto de violência doméstica e familiar. Segundo a investigação, o relacionamento era marcado por episódios de ciúmes excessivos, violência psicológica e comportamentos de menosprezo contra a vítima.
Ainda conforme a denúncia, a motivação do crime estaria relacionada a um episódio ocorrido durante a confraternização. O acusado teria se sentido ofendido após a esposa solicitar a música “Narcisista”, interpretação que, segundo a investigação, teria desencadeado a discussão que antecedeu o crime.
Em relação à morte da criança, o Ministério Público incluiu a qualificadora de vicaricídio, previsão incorporada recentemente à legislação brasileira pela Lei nº 15.384/2026. De acordo com a acusação, a filha teria sido utilizada como instrumento para causar sofrimento emocional à mãe, dentro do contexto de violência familiar investigado pelas autoridades.
O caso segue em tramitação na Justiça, e o denunciado permanece preso preventivamente enquanto responde ao processo.
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