Mulher admite ter inventado roubo e sequestro após acionar a Polícia Civil em Francisco Beltrão
Investigação encontrou contradições no relato e mulher de 38 anos confessou que inventou o crime por vergonha de contar aos familiares o que havia ocorrido
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) esclareceu uma falsa comunicação de roubo e cárcere privado registrada em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Estado. Uma mulher de 38 anos procurou a polícia e afirmou ter sido abordada por três pessoas, mantida em cárcere privado e ter o veículo e dinheiro roubados. Durante a investigação, porém, ela admitiu que a história não era verdadeira.
O caso começou no dia 5 de agosto, quando a mulher relatou aos policiais que teria sido abordada na noite anterior e mantida em cárcere privado até o dia seguinte. Segundo a versão apresentada inicialmente, além do suposto sequestro, os criminosos teriam levado seu veículo e R$ 200 em dinheiro.
Diante da denúncia, a PCPR iniciou as diligências e inseriu um alerta de furto e roubo para o automóvel. Horas depois, o veículo foi localizado abandonado na região central de Francisco Beltrão e encaminhado à delegacia.
Com o avanço da investigação, os policiais identificaram inconsistências no relato apresentado pela mulher. As contradições levaram a equipe a aprofundar as diligências até que, em novo depoimento prestado nesta quarta-feira (12), ela admitiu que não havia sido vítima de roubo, sequestro ou cárcere privado.
De acordo com o delegado da PCPR Julio Suñé Ferreira, a mulher contou que havia passado a noite ingerindo bebidas alcoólicas na companhia de outras pessoas e, posteriormente, se deslocado voluntariamente para outro local.
Segundo a própria mulher, a falsa história foi criada por vergonha de contar aos familiares o que realmente havia acontecido. Ela confirmou aos investigadores que o roubo comunicado às autoridades também não ocorreu.
“Segundo ela, havia passado a noite ingerindo bebidas alcoólicas na companhia de outras pessoas e, posteriormente, se deslocado voluntariamente para outro local. A mulher afirmou que inventou a história por vergonha de contar aos familiares o que havia ocorrido e confirmou que o roubo comunicado não aconteceu”, explicou o delegado.
Diante da confissão, a Polícia Civil determinou a formalização de procedimento criminal contra a mulher pela prática, em tese, do crime de comunicação falsa de crime ou de contravenção.
A situação também mobilizou equipes e recursos públicos que poderiam estar sendo utilizados em ocorrências reais. A PCPR reforçou que denúncias falsas provocam deslocamentos e investigações desnecessárias, além de direcionarem efetivos policiais para uma situação que não existia.
Após a conclusão dos procedimentos, o caso será encaminhado ao Poder Judiciário, que deverá analisar as circunstâncias e as consequências jurídicas da falsa comunicação.
A Polícia Civil orienta que a população continue colaborando com as investigações. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 197, da PCPR, ou pelo 181, do Disque-Denúncia. Em situações de crime em andamento, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190.
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