Operação Sicarius: PF mira quadrilha de contrabando e corrupção no Paraná
Ações Sicarius I e II contam com a força-tarefa da PRF e da Receita Federal; ordens da Vara Federal de Guaíra somam 58 prisões e 62 buscas
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (9) as operações Sicarius I e Sicarius II para desarticular uma organização criminosa investigada por contrabando de cigarros, importação ilegal de agrotóxicos, falsificação de documentos, adulteração de placas veiculares, lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos.
A ação ocorre em conjunto com a Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Receita Federal.
As medidas judiciais estão sendo cumpridas em diversos municípios do país, incluindo Guaíra, Cascavel, Londrina, Maringá, Umuarama, Cianorte, Ubiratã, Mandirituba, Piraquara e Fazenda Rio Grande, no Paraná. Também há alvos em cidades de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará.
Segundo a investigação, o grupo teria atuação interestadual e ligação com esquemas de contrabando e movimentação financeira ilícita, utilizando empresas de fachada e terceiros para ocultar patrimônio e dificultar o rastreamento dos recursos obtidos com as atividades criminosas.
Justiça autorizou dezenas de prisões e buscas
As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal Criminal de Guaíra.
Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 44 mandados de prisão preventiva, 14 mandados de prisão temporária e 62 mandados de busca e apreensão.
Também foram determinadas medidas patrimoniais, incluindo 45 ordens de sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias dos investigados.
Além disso, a decisão prevê o cancelamento de cinco CPFs e sete CNPJs supostamente ligados ao esquema criminoso.
Empresas de vários estados estão sob investigação
A operação também resultou na emissão de 67 determinações para abertura de procedimentos administrativos fiscais contra empresas localizadas em diferentes regiões do país.
As medidas atingem pessoas jurídicas sediadas nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Alagoas e Pernambuco.
De acordo com a Polícia Federal, os levantamentos indicam que a organização criminosa possuía uma estrutura complexa e divisão de tarefas entre seus integrantes, atuando em diferentes frentes para viabilizar as atividades ilegais e ocultar a origem dos recursos movimentados.
Investigação pode avançar para outros países
A Justiça Federal também autorizou medidas de cooperação jurídica internacional para aprofundar as investigações.
O objetivo é identificar possíveis ativos, integrantes da organização e estruturas financeiras que possam estar localizados fora do Brasil.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou o número de pessoas presas nem detalhes sobre os principais alvos da operação.
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