Suspeito de matar idosa que desapareceu durante negociação de imóvel é preso no Paraná
Eulália Farias Pinheiro, de 70 anos, desapareceu após viajar de Maringá para Nova Londrina para comprar uma propriedade rural. Corpo foi encontrado quase um mês depois, e suspeito foi preso nesta quarta-feira
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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu, nesta quarta-feira (22), um homem de 60 anos suspeito de matar Eulália Farias Pinheiro, de 70 anos, que estava desaparecida desde o dia 15 de junho. A prisão ocorreu em Maringá, no Norte do Estado. O investigado foi identificado como Elisio Basilio da Silva e, até o momento, não possui defesa constituída no processo.
A polícia ainda não divulgou detalhes sobre as circunstâncias da prisão nem esclareceu qual era a relação entre o suspeito e a vítima.
O corpo de Eulália foi localizado no último dia 14 de julho, em Porto Tigre, distrito de Nova Londrina, no Noroeste do Paraná, um dia antes de o desaparecimento completar um mês. Um pescador encontrou a vítima parcialmente submersa em um rio, presa entre galhos a cerca de quatro metros da margem.
Devido ao avançado estado de decomposição, o corpo foi encaminhado para exames periciais. A identificação foi confirmada por meio da arcada dentária, e o resultado foi divulgado pela Polícia Civil seis dias depois.
Desaparecimento
Segundo familiares, Eulália saiu de casa, em Maringá, na manhã de 15 de junho, sem informar os filhos sobre o destino. Imagens de câmeras de segurança registraram a idosa seguindo até a rodoviária da cidade, onde embarcou em um ônibus com destino a Nova Londrina.
De acordo com a filha, Josiane da Silva Lima, a mãe havia comentado apenas com uma amiga que viajaria para negociar a compra de uma propriedade rural. A família acredita que ela possa ter sido vítima de um golpe.
"Uma amiga dela entrou em contato comigo, dizendo que ela comentou que estava comprando uma propriedade em Nova Londrina e disse que era para guardar segredo. Ela estava comprando essa propriedade de um amigo que ela conheceu e que conhecia já há um tempo, então acreditamos que ela caiu em um golpe", relatou Josiane.
A família confirmou que Eulália desembarcou em Nova Londrina às 12h41 do dia do desaparecimento. Pouco antes, às 12h31, ela ainda respondeu uma mensagem enviada por um dos filhos. No entanto, a partir das 12h46, o celular deixou de registrar atividade e ela não voltou mais a fazer contato.
Os familiares também descobriram que, cerca de uma semana antes da viagem, a idosa esteve em duas agências bancárias para sacar dinheiro. O valor retirado, porém, não foi informado.
Família estranhou silêncio
Segundo a filha, o desaparecimento causou preocupação imediata porque Eulália mantinha contato diário com os filhos e nunca deixava de informar onde estava.
"Nosso pai faleceu muito cedo, há mais de 30 anos, e ela sempre cuidou demais dos filhos. Sempre foi mãe e pai, então mandava mensagem para nós todos os dias. Jamais ia ficar sem falar com a gente por querer. Tanto que, desde o primeiro dia, já sentimos falta e já desesperamos", afirmou.
A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer a dinâmica do crime, a motivação e a eventual participação de outras pessoas. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o depoimento do suspeito nem sobre a causa da morte da vítima.
Foto: Divulgação
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