Após tarifaço, vereadores de Belém declaram Donald Trump 'persona non grata'
Apesar da repercussão, o ato tem valor simbólico e não implica em restrições formais à entrada do ex-presidente norte-americano na cidade
A Câmara Municipal de Belém aprovou nesta semana um requerimento que declara o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como persona non grata na capital paraense. A proposta, apresentada pelo vereador Alfredo Costa (PT), foi aprovada por maioria e teve como justificativa as recentes tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
Durante a sessão, Costa criticou a medida adotada pelo governo norte-americano e afirmou que a decisão impacta diretamente a economia brasileira, atingindo trabalhadores, empresários e setores produtivos. “Belém não pode aceitar de maneira nenhuma que o presidente de outro país venha intervir na economia. Nós temos que defender a soberania nacional, do nosso povo, do povo trabalhador. Portanto, Belém diz não a Trump. Você é persona non grata”, declarou o parlamentar.
A votação gerou forte reação de vereadores da oposição. Parlamentares alinhados à direita consideraram o requerimento uma pauta ideológica e desvinculada das demandas locais. A vereadora Ágatha Barra (PL) foi às redes sociais criticar a decisão: “Sinceramente… Seria muito mais útil usar as sessões da @camaradebelem para discutir os verdadeiros problemas da nossa cidade, que não são poucos. Mas o que a esquerda resolveu colocar em pauta hoje? Um requerimento para declarar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como persona non grata em Belém!”, escreveu.
Apesar da repercussão, o ato tem valor simbólico e não implica em restrições formais à entrada do ex-presidente norte-americano na cidade.
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