Bolsonaro apresenta melhora na UTI, e defesa pede prisão domiciliar ao STF
Internado desde sexta-feira, ex-presidente foi transferido de acomodação na UTI e realiza fisioterapia respiratória para tratar pneumonia bilateral
O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro apresentou melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, segundo boletim divulgado nesta terça-feira (17) pelo Hospital DF Star. Apesar da evolução, ele segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão de alta.
Bolsonaro está hospitalizado desde a última sexta-feira (13), quando foi levado à unidade após passar mal. Ele trata uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.
De acordo com a equipe médica, o ex-presidente foi transferido na segunda-feira (16) para uma nova acomodação dentro da UTI, considerada mais adequada ao seu quadro clínico atual. O tratamento inclui antibióticos intravenosos, suporte intensivo e sessões de fisioterapia respiratória e motora.
O boletim médico aponta melhora em parâmetros clínicos, incluindo recuperação da função renal e redução de marcadores inflamatórios, o que indica resposta ao tratamento.
Pedido de prisão domiciliar
Diante do quadro de saúde, a defesa de Bolsonaro protocolou nesta terça-feira (17) um novo pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, solicitando que o ex-presidente passe a cumprir a pena em regime domiciliar.
Os advogados argumentam que o estado clínico exige acompanhamento constante e que há risco de novos episódios de broncoaspiração, o que demandaria monitoramento frequente e intervenção imediata.
Segundo a defesa, a permanência em ambiente de custódia pode agravar o quadro, especialmente diante de comorbidades já existentes. O pedido se baseia em avaliações da equipe médica que acompanha o ex-presidente.
Histórico recente
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado e estava detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, antes da internação.
Ele foi socorrido após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. O atendimento inicial foi realizado por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo, já negou pedidos anteriores de prisão domiciliar, sob o entendimento de que a unidade prisional dispõe de estrutura adequada para atendimento médico.
A nova solicitação ainda será analisada. Enquanto isso, Bolsonaro permanece sob cuidados intensivos, com acompanhamento contínuo da equipe médica.
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