Câmara reúne líderes para debater projeto que prevê o fim da escala 6x1
Presidente da Câmara, Hugo Motta, convoca reunião para avaliar parecer do relator Léo Prates. Proposta do governo tranca o plenário e estabelece limite de 40 horas semanais
A Câmara dos Deputados realiza nesta terça-feira (16) uma reunião do colégio de líderes para discutir o Projeto de Lei 1838/26, proposta encaminhada pelo governo federal que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos para ter apenas um dia de descanso.
O encontro foi convocado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e tem como objetivo esclarecer pontos do parecer elaborado pelo relator da proposta, deputado Léo Prates (Republicanos-BA).
Encaminhado pelo governo em regime de urgência, o projeto está impedindo a votação de outras matérias no plenário da Casa. Enquanto não for apreciado, os deputados só podem analisar propostas de emenda à Constituição (PECs), projetos de decreto legislativo e requerimentos de urgência.
A proposta estabelece uma jornada máxima de 40 horas semanais e limite de oito horas diárias de trabalho na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O texto também garante dois períodos de descanso remunerado por semana, cada um com duração mínima de 24 horas consecutivas.
Segundo Hugo Motta, a reunião desta terça-feira servirá para que o relator apresente esclarecimentos sobre o conteúdo da proposta antes que ela seja levada à votação em plenário.
Léo Prates também foi relator da Proposta de Emenda à Constituição que reduziu a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e instituiu a escala 5x2. A matéria foi aprovada pela Câmara no fim de maio e atualmente tramita no Senado Federal.
Misoginia também entra na pauta
Além da discussão sobre a jornada de trabalho, os líderes partidários devem debater o Projeto de Lei 896/23, que equipara a misoginia ao crime de racismo, tornando a prática imprescritível e inafiançável.
A proposta já foi aprovada pelo Senado e teve uma nova versão apresentada recentemente pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), coordenadora do grupo de trabalho responsável por analisar o tema.
Entre as alterações promovidas pela relatora está a mudança na definição jurídica de misoginia. O texto substitui os termos "ódio" e "aversão" pelas expressões "menosprezo" ou "discriminação" em razão da condição de mulher, buscando harmonizar a proposta com conceitos já adotados na legislação penal brasileira.
A expectativa da presidência da Câmara é que tanto o projeto relacionado ao fim da escala 6x1 quanto a proposta sobre misoginia avancem para votação ainda nesta semana.
Matérias relacionadas
Moro nega uso político de eventos da Fiep em ação eleitoral no Paraná
Gazeta checa declarações de Sandro Alex, Requião Filho e Sergio Moro em sabatinas da Massa FM Cascavel
Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em nova rodada de pesquisas para presidente
TRE-PR libera pesquisa Quaest após instituto apresentar comprovantes e esclarecer questionamentos
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.