CIS de Glauber Garbim é alvo de nova denúncia por calote de R$ 270 mil
Pequena empresária afirma estar há mais de 40 dias sem receber por refeições fornecidas em unidade administrada pela empresa de Glauber Garbim. Novo episódio se soma a uma série de controvérsias envolvendo a CIS.
🎧 Ouça esta matéria — narrado por IA
A denúncia de uma pequena empresária de Foz do Iguaçu, que afirma estar há mais de 40 dias sem receber R$ 270 mil por refeições fornecidas em uma unidade de saúde administrada pela CIS (Centro Integrado em Saúde Ltda.), acrescenta um novo capítulo à sequência de questionamentos envolvendo a empresa comandada por Glauber Garbim.
Nos últimos meses, a Gazeta do Paraná publicou uma série de reportagens mostrando a rápida expansão da CIS no Paraná, empresa que possui capital social de R$ 3 milhões e filiais em diversas cidades do estado. O crescimento chamou atenção porque ocorreu em meio a questionamentos envolvendo seu administrador, que aparece citado em mais de 30 processos judiciais, conforme registros públicos, e ao debate sobre a manutenção de contratos públicos milionários na área da saúde.
Agora, uma nova denúncia traz reflexos concretos dessa relação contratual. Segundo relato divulgado pelo portal Paraná Pop, a empresária é responsável pelo fornecimento diário de café da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia para funcionários, pacientes e acompanhantes da unidade administrada pela CIS. Apesar de afirmar que continua cumprindo integralmente o contrato, diz que aguarda há mais de 40 dias o pagamento de R$ 270 mil.
De acordo com a fornecedora, sempre que procura a empresa para cobrar os valores, recebe a mesma resposta: que uma nova reunião será realizada. Segundo ela, as reuniões terminam sem qualquer definição prática e o pagamento continua sendo sucessivamente adiado.
“Estamos sendo enrolados dia após dia. Quando conseguimos contato pela manhã, dizem que haverá uma reunião. A reunião nunca resolve nada e logo aparece outra. Assim, vão ganhando mais um dia enquanto nossa empresa continua esperando receber”, afirmou.
A empresária relata que o atraso já compromete o fluxo de caixa da empresa, ameaça empregos e coloca em risco a continuidade das atividades. Para pequenos fornecedores, atrasos dessa magnitude significam dificuldade para pagar funcionários, comprar insumos e manter a prestação de um serviço essencial.
Histórico
Esta não é a primeira vez que o nome de Glauber Garbim aparece no noticiário. Além de destacar a expansão acelerada da CIS, a Gazeta do Paraná também noticiou episódios relacionados à empresa e às reações às reportagens publicadas, reforçando que as apurações continuam acompanhando contratos e fatos ligados à atuação da CIS no Paraná.
O novo caso amplia a pressão para que a empresa esclareça os motivos do atraso, informe se existe cronograma para quitação da dívida e explique quais providências estão sendo adotadas para garantir que fornecedores não arquem sozinhos com os custos da prestação de serviços contratados.
Enquanto isso, a denúncia levanta uma preocupação que vai além da relação comercial: quando um fornecedor de alimentação hospitalar deixa de receber pelos serviços já prestados, a insegurança financeira passa a atingir também uma atividade indispensável ao funcionamento da assistência em saúde.
Matérias relacionadas
Moro nega uso político de eventos da Fiep em ação eleitoral no Paraná
Gazeta checa declarações de Sandro Alex, Requião Filho e Sergio Moro em sabatinas da Massa FM Cascavel
Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em nova rodada de pesquisas para presidente
TRE-PR libera pesquisa Quaest após instituto apresentar comprovantes e esclarecer questionamentos
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.