Curitiba entra em alerta respiratório e pode suspender cirurgias eletivas
Estágio de monitoramento subiu após duas semanas de alta nos prontos-socorros; prefeitura reforça escalas e pode adiar procedimentos nos hospitais
A Prefeitura de Curitiba elevou para o nível de "alerta" o estágio de monitoramento das doenças respiratórias na capital. A classificação integra o plano operacional da Secretaria Municipal da Saúde e foi adotada após o aumento expressivo dos atendimentos por síndromes respiratórias nas unidades de saúde da cidade.
O estágio de alerta é o terceiro em uma escala de cinco níveis, que inclui Normalidade, Mobilização, Alerta, Emergência e Crise. Com a mudança, hospitais da rede pública municipal poderão suspender temporariamente cirurgias eletivas sempre que houver alta demanda nos prontos-socorros ou ocupação elevada dos leitos de Unidade de Terapação Intensiva (UTI).
Segundo a Secretaria da Saúde, a medida tem como objetivo preservar a capacidade de atendimento da rede hospitalar e ampliar a oferta de leitos para pacientes com quadros respiratórios mais graves. Procedimentos considerados urgentes, emergenciais, oncológicos, cardiovasculares inadiáveis e outros casos que representem risco ao paciente não deverão ser adiados.
A administração municipal informou que a decisão foi baseada na experiência acumulada em períodos anteriores de sazonalidade e em análises de risco realizadas pela área técnica da saúde.
Entre as ações previstas para esta fase estão a ampliação da estrutura hospitalar e o reforço dos atendimentos. No Hospital Municipal do Idoso, por exemplo, quatro novos leitos já foram ativados. Nas Unidades Básicas de Saúde e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), máscaras estão sendo distribuídas a todos os pacientes com sintomas respiratórios. As equipes médicas das UPAs também receberam reforço nas escalas de atendimento.
Outra medida anunciada é a concentração da distribuição do medicamento Oseltamivir, utilizado no tratamento da influenza, nas Unidades de Pronto Atendimento. O medicamento será destinado prioritariamente a idosos, gestantes, crianças menores de cinco anos, pessoas imunossuprimidas, pacientes com comorbidades, indígenas e casos que apresentem sinais de agravamento, seguindo orientação do Ministério da Saúde.
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, a mudança para o estágio de alerta ocorreu após duas semanas consecutivas de alta intensidade nos atendimentos por doenças respiratórias, um dos critérios estabelecidos pelo plano operacional. Na última semana, a situação foi classificada como severa, com cerca de 23,5 mil atendimentos relacionados a sintomas respiratórios.
População também deve reforçar prevenção
A Secretaria da Saúde orienta que a população mantenha os cuidados para reduzir a transmissão de vírus respiratórios. Entre as recomendações estão o uso de máscara em caso de sintomas gripais, higienização frequente das mãos, manutenção de ambientes ventilados, evitar aglomerações e adotar a etiqueta respiratória, cobrindo boca e nariz ao tossir ou espirrar.
A vacinação contra a gripe também continua sendo recomendada para os grupos prioritários.
Quando procurar atendimento
A orientação da prefeitura é que exames de rotina e procedimentos não urgentes sejam adiados, sempre que possível, até o fim do período de maior circulação dos vírus respiratórios.
Pessoas com sintomas leves devem procurar inicialmente a unidade de saúde de referência ou utilizar a Central Saúde Já Curitiba, disponível pelo telefone 3350-9000. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 22h, incluindo feriados, e aos sábados e domingos, das 8h às 20h.
Para utilizar a Central Saúde Já é necessário ter mais de cinco anos de idade, residir em Curitiba, possuir cadastro definitivo no SUS Curitibano e ter instalado o aplicativo Saúde Já, com acesso via e-Cidadão ou Gov.br.
Já as Unidades de Pronto Atendimento devem ser procuradas apenas em situações de urgência e emergência ou em casos de agravamento dos sintomas.
DESTAQUE:
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Central Saúde Já Curitiba: Telefone 3350-9000 (Segunda a sexta, das 7h às 22h; fins de semana e feriados, das 8h às 20h).
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Sintomas leves: A recomendação é ligar para a central ou ir ao posto de saúde do bairro. As UPAs devem ser buscadas apenas em casos de urgência ou agravamento.
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