Defesa de Daniel Vorcaro pede transferência para a 'Papudinha'
Pedido foi enviado ao ministro André Mendonça após o empresário perder o direito a uma sala especial e ser levado para cela comum na PF; corporação recusou proposta inicial de delação
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a transferência do empresário para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida como “Papudinha”.
O pedido foi apresentado nesta quinta-feira (21), após Vorcaro ter sido levado para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
A mudança ocorreu na segunda-feira (18). Até então, o fundador do Banco Master permanecia em uma sala especial que havia sido preparada anteriormente para o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar.
Na antiga acomodação, Vorcaro tinha autorização para receber advogados diariamente entre 9h e 17h. Já na cela comum, as visitas da defesa passaram a ser limitadas a dois encontros por dia, com duração máxima de 30 minutos cada.
Segundo os advogados, a transferência para a chamada Papudinha busca garantir melhores condições para o acompanhamento jurídico do empresário durante o andamento das investigações.
Fim da fase inicial da delação
A saída da sala especial ocorreu após a conclusão da fase inicial de elaboração do acordo de colaboração premiada. A defesa entregou oficialmente a proposta de delação às autoridades, encerrando a necessidade de reuniões contínuas e depoimentos frequentes.
Com isso, segundo entendimento das autoridades, Vorcaro perdeu o direito de permanecer em sala reservada.
Apesar da entrega da proposta, a Polícia Federal rejeitou o acordo preliminar na quarta-feira (20). De acordo com a corporação, as informações apresentadas pelo banqueiro acrescentariam pouco às investigações e haveria omissões consideradas relevantes pelos investigadores.
A proposta de colaboração premiada ainda está sob análise da Procuradoria-Geral da República.
Vorcaro é investigado em apurações relacionadas ao Banco Master e foi alvo de operações da Polícia Federal conduzidas com autorização do STF.
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