Desaprovação de Lula atinge maior índice do mandato, aponta pesquisa Quaest
Já a aprovação caiu para 40%, também o menor patamar registrado até agora
A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu para 57%, segundo levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira (4), alcançando o pior índice desde o início do terceiro mandato. Já a aprovação caiu para 40%, também o menor patamar registrado até agora. Os números oscilam dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada entre 29 de maio e 1º de junho, com 2.004 entrevistados em todo o país.
Segundo os dados, 3% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder. O levantamento mostra um cenário de desgaste da gestão petista em diversas camadas da população e aponta que a base tradicional de apoio ao presidente tem mostrado sinais de enfraquecimento.
Entre os católicos, pela primeira vez, a desaprovação supera a aprovação. Entre eleitores com ensino fundamental, houve empate técnico, rompendo a tendência de apoio majoritário observada em levantamentos anteriores. Já no Nordeste, Lula voltou a ter desempenho positivo, com 54% de aprovação contra 44% de desaprovação, revertendo o empate técnico da pesquisa anterior.
Por região, o pior desempenho está no Sudeste, onde 64% desaprovam o governo e 32% aprovam. No Sul, a desaprovação é de 62% e a aprovação de 37%. Já as regiões Centro-Oeste e Norte, agrupadas no estudo, registraram 55% de desaprovação e 42% de aprovação.
No recorte por gênero, as mulheres desaprovam mais o governo (54%) do que aprovam (42%), enquanto entre os homens, os índices permanecem em 59% de desaprovação e 39% de aprovação, os mesmos da pesquisa anterior.
O levantamento também questionou os entrevistados sobre temas recentes, como o escândalo de desvio de recursos do INSS e o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para compra de dólares. Para 31% dos entrevistados, o governo Lula é o principal responsável pelos desvios que afetaram aposentados e pensionistas. Já sobre o IOF, 50% consideram que o governo errou ao manter a elevação do imposto.
Apesar da queda na aprovação, a percepção econômica apresentou leve melhora. A parcela que considera que a economia piorou caiu de 56% para 48%, e menos pessoas afirmaram perceber aumento de preços. Ainda assim, a maioria dos brasileiros diz que o poder de compra está menor do que há um ano.
Com a queda nos índices de aprovação e o avanço da desaprovação em segmentos tradicionalmente aliados, os dados da pesquisa Quaest indicam um cenário de alerta para o Palácio do Planalto, que precisará reavaliar estratégias e respostas diante do desgaste crescente da imagem presidencial.
Com informações do Portal G1
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