Eduardo Bolsonaro reage a articulações e contesta influência de Tarcísio na disputa ao Senado
Ex-deputado ironiza críticas, defende protagonismo do PL e diz que decisões sobre candidaturas passam por seu grupo político
No mesmo dia em que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) cancelou uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro se manifestou sobre a disputa ao Senado em São Paulo. A declaração foi feita na terça-feira (20) e teve tom crítico às análises que apontam influência do governador na definição das candidaturas da direita.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Eduardo ironizou a ideia de que não poderia opinar sobre a composição das chapas. Segundo ele, quem detém votos tem legitimidade para sugerir nomes e participar das decisões políticas. O ex-deputado falou a partir dos Estados Unidos, onde cumpre agenda pessoal.
Ao comentar o cenário eleitoral, Eduardo afirmou que qualquer definição sobre as vagas ao Senado passa pelo seu grupo político, destacando diferenças partidárias entre PL e Republicanos. Ele também lembrou que não foi procurado por Tarcísio durante uma viagem do governador aos Estados Unidos, realizada no ano passado.
Disputa interna e nomes citados
O ex-deputado contestou informações de que a prioridade de aliados seria a pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP), com uma segunda vaga reservada ao PL. Embora tenha feito elogios ao parlamentar, Eduardo afirmou que a palavra final ainda não foi dada.
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Sem citar nomes, ele enviou recados a aliados do governador e disse que não aceita imposições ou pressões nas negociações políticas. Eduardo comparou o cenário a situações de coerção histórica, usando ironia para reforçar sua posição.
Entre os nomes que considera de confiança, Eduardo citou o deputado estadual Gil Diniz e a vereadora Sonaira Fernandes, ambos do PL. Ele também mencionou o deputado federal Mario Frias como possibilidade para a disputa, sem descartar outros nomes.
Segundo Eduardo, as críticas às suas articulações partem de setores que desejam afastar seu grupo político do protagonismo eleitoral. Para ele, o debate ocorre enquanto as negociações seguem em curso.
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