Gaeco oferece terceira denúncia contra policial militar e três civis na Operação Paralelo
Investigação apura suspeitas de extorsão e falsidade ideológica; policial já é alvo de outras duas ações penais
🎧 Ouça esta matéria — narrado por IA
O Ministério Público do Paraná (MP-PR), por meio do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu a terceira denúncia criminal no âmbito da Operação Paralelo. A ação, recebida neste mês pela 1ª Vara Criminal de Curitiba, envolve um policial militar e três civis e apura suspeitas dos crimes de extorsão e falsidade ideológica.
Aos quatro denunciados foram impostas medidas cautelares pela Justiça. Entre as determinações estão a proibição de contato com vítimas e testemunhas, o comparecimento bimensal em juízo para informar e justificar atividades, a proibição de deixar a comarca por mais de 15 dias sem autorização judicial e o recolhimento domiciliar das 19h às 6h.
O policial militar já havia sido denunciado em outras duas ações penais relacionadas à operação, ambas em tramitação na Justiça Militar Estadual.
A primeira denúncia foi apresentada em novembro de 2025 e envolve suspeitas de ameaça, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, coação e falsidade ideológica. A segunda, oferecida em julho deste ano, aponta possíveis crimes de associação criminosa armada, extorsão mediante sequestro qualificada pelo concurso de pessoas e violações de sigilo funcional.
Após o recebimento da segunda denúncia, a Justiça determinou medidas cautelares específicas contra o policial. O agente foi afastado dos serviços operacionais e proibido de utilizar fardamento e armamento. Também teve os acessos aos sistemas de investigação policial suspensos e ficou impedido de acessar ou frequentar unidades abrangidas pelo 23º Batalhão da Polícia Militar.
O policial também está proibido de manter contato com outros envolvidos nas investigações, incluindo investigados, denunciados, vítimas e testemunhas. A Justiça determinou ainda recolhimento domiciliar noturno, nos fins de semana e dias de folga, além de monitoração eletrônica.
A Operação Paralelo começou após relatos de vítimas sobre supostas cobranças extrajudiciais acompanhadas de violência e coação. Conforme o Gaeco, as investigações identificaram casos de possível apropriação indevida de bens e imposição de assinaturas em confissões de dívida.
Em agosto de 2025, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. Em novembro, a operação teve novo desdobramento, com o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e outro de busca e apreensão, além do afastamento de um policial militar.
Durante as investigações, o MP-PR também celebrou quatro Acordos de Não Persecução Penal (ANPPs). Três já foram integralmente cumpridos e um permanece em fase de execução. As denúncias apresentadas pelo Gaeco ainda serão analisadas no decorrer das respectivas ações penais.
Matérias relacionadas
Moro nega uso político de eventos da Fiep em ação eleitoral no Paraná
Gazeta checa declarações de Sandro Alex, Requião Filho e Sergio Moro em sabatinas da Massa FM Cascavel
Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em nova rodada de pesquisas para presidente
TRE-PR libera pesquisa Quaest após instituto apresentar comprovantes e esclarecer questionamentos
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.