Nova medida garante desconto de R$ 11 no botijão de gás e mexe no subsídio do diesel
Medida provisória estende o pacote emergencial que venceria neste mês; botijão de 13kg ganha reforço de R$ 660 milhões para segurar impacto da guerra no Oriente Médio
O governo federal anunciou nesta sexta-feira (29) um novo pacote de medidas para manter as ações de contenção dos preços dos combustíveis diante dos reflexos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado internacional de petróleo. As iniciativas foram formalizadas por meio de medida provisória, decretos e portarias e incluem a prorrogação de subsídios e desonerações tributárias.
As medidas dão continuidade às ações emergenciais adotadas nos últimos meses para reduzir os impactos da volatilidade dos preços internacionais. O conjunto anterior de medidas perderia a validade em 31 de maio, mas foi renovado até 31 de julho, quando o governo deverá realizar uma nova avaliação do cenário.
Além da prorrogação, as novas regras alteram mecanismos de pagamento e fiscalização das subvenções concedidas aos setores de combustíveis.
Em nota, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que as medidas buscam evitar que os efeitos do conflito internacional cheguem ao consumidor brasileiro.
Segundo ele, o governo mantém uma atuação preventiva para reduzir os impactos da alta dos combustíveis e garantir o abastecimento do mercado nacional.
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, destacou que, apesar da recente queda nos preços internacionais, o cenário global ainda exige cautela. Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo continuará monitorando a situação e adotando medidas consideradas necessárias para proteger o poder de compra da população.
Subsídio ao diesel é ampliado
Uma das principais mudanças envolve o diesel. A partir de 1º de junho, refinarias nacionais e importadores passarão a receber uma subvenção federal de R$ 1,12 por litro comercializado.
A nova regra substitui os modelos de subsídios que estavam em vigor desde março e abril deste ano. Segundo o governo, o objetivo é simplificar o sistema e garantir que os benefícios continuem sendo repassados ao consumidor final.
Além disso, uma portaria do Ministério da Fazenda estabelece uma nova subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel. Na prática, o mecanismo substitui a isenção de PIS e Cofins que vigorava até o fim de maio.
Com a mudança, as empresas receberão o benefício por meio de compensação financeira, mas continuam obrigadas a refletir a redução de custos no preço praticado nas bombas.
Gás de cozinha terá reforço nos recursos
O governo também prorrogou até 31 de julho o programa de subsídios ao Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), utilizado no gás de cozinha.
Os recursos destinados à medida foram ampliados de R$ 330 milhões para R$ 660 milhões. Segundo o governo, o reforço permitirá manter um subsídio equivalente a R$ 11 por botijão de 13 quilos comercializado no período.
A iniciativa tem como objetivo reduzir os impactos da inflação sobre as famílias e preservar o poder de compra da população.
Benefícios tributários continuam
Além dos subsídios, o governo decidiu manter a desoneração de tributos federais incidentes sobre o biodiesel utilizado na mistura obrigatória ao diesel e sobre o querosene de aviação.
A prorrogação foi formalizada por meio de decretos e integra o conjunto de medidas voltadas a minimizar os efeitos das oscilações do mercado internacional de energia sobre a economia brasileira.
As medidas permanecerão em vigor até o fim de julho, quando o governo deverá reavaliar a necessidade de manter ou ajustar os mecanismos de apoio ao setor.
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