Obras do Hospital da Retaguarda em Cascavel avançam; veja previsão e leitos
Comissão de Saúde da Câmara e Secretaria de Saúde realizam visita técnica; nova unidade terá centro cirúrgico para 400 procedimentos mensais e foco em média complexidade e ortopedia
O presidente da Comissão Permanente de Saúde e Assistência Social, vereador Edson Souza (MDB), acompanhou na manhã desta quarta-feira (8) uma visita técnica às obras do Hospital da Retaguarda. A agenda contou com a presença do secretário municipal de Saúde, Ali Hassan Haidar, e dos vereadores Cidão da Telepar e Rondinelle Batista, que também integram a comissão. O cronograma segue mantido, com previsão de conclusão até o fim de junho.
A nova estrutura é apontada como estratégica para reorganizar o atendimento na rede pública de saúde de Cascavel. A proposta é reduzir filas e melhorar o fluxo de pacientes, com a unidade atuando como hospital de retaguarda. Na prática, o espaço deve receber casos de média complexidade, liberando o Hospital Universitário do Oeste do Paraná para atendimentos de alta complexidade.
O projeto prevê seis salas de enfermaria, com quatro leitos cada, somando 24 novos leitos, além da readequação de espaços já existentes. A unidade também terá três salas cirúrgicas, central de material esterilizado, área administrativa, ambulatório de traumas, sala de isolamento e uma ala específica para pacientes traumatizados. Ao final das obras, a capacidade total será de 95 leitos, incluindo 10 de UTI.
O investimento ultrapassa R$ 10 milhões. Desse total, R$ 7,1 milhões são destinados à reforma e ampliação da estrutura, mais de R$ 3 milhões para aquisição de equipamentos e cerca de R$ 450 mil aplicados no ambulatório de traumas.
Com o funcionamento do centro cirúrgico, a expectativa é de realização de aproximadamente 400 cirurgias por mês, o que pode representar até 7 mil atendimentos por ano. A ampliação da capacidade deve impactar diretamente na redução do tempo de espera por procedimentos e atendimentos na rede municipal.
Durante a visita, o vereador Edson Souza destacou a função da unidade dentro do sistema de saúde. “Quando o paciente está na UPA, ele não vai ficar na UPA, ele vem pra cá, ele tem um atendimento muito mais qualificado. Inclusive pode atender aqui e sair. Se for necessário, ele segue para um hospital de alta complexidade. Aqui vira um hospital de retaguarda”, afirmou.
O secretário Ali Haidar reforçou que o novo hospital deve aliviar a demanda sobre o HUOP, que atualmente atende tanto casos de alta complexidade quanto situações de menor gravidade. Segundo ele, a unidade vai absorver principalmente pacientes de média complexidade, com foco na área de ortopedia, além de ampliar a oferta de cirurgias eletivas.
Ao comentar o impacto da estrutura, Edson Souza voltou a enfatizar a expectativa de redução das filas. “Se fizer 400 cirurgias por mês, são 4.800 atendimentos por ano. Com mais produção, esse número pode chegar a 7 ou 8 mil pessoas atendidas. Com planejamento e trabalho, a gente consegue equilibrar as filas de cirurgias em Cascavel”, disse.
O Hospital da Retaguarda deve funcionar como suporte direto às UPAs e ao Hospital Universitário, com foco na ampliação de leitos, aumento da capacidade cirúrgica e melhoria na organização do fluxo de pacientes na rede pública.
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