Lula se reúne com pastores e diz que não fará comício em igrejas
Presidente se reuniu com pastores e representantes evangélicos no Palácio do Planalto e afirmou que templos são espaços de fé; encontro ocorre durante a campanha eleitoral de 2026
A 18 dias do primeiro turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta quarta-feira (16) com pastores e representantes de grupos evangélicos no Palácio do Planalto. Durante o encontro, Lula afirmou que não pretende fazer comícios dentro de igrejas e criticou o uso de espaços religiosos para atividades políticas.
“Se eu quiser fazer política e comício, eu faço na rua, mas na igreja eu não faço. Em nenhuma igreja”, afirmou o presidente. Segundo Lula, a religião é “uma coisa sagrada” e deve ser preservada como um espaço de fé.
O encontro faz parte da aproximação do presidente com lideranças religiosas durante a campanha eleitoral. O segmento evangélico é considerado relevante na disputa e tem sido alvo de iniciativas de diferentes grupos políticos.
Críticas ao uso político das igrejas
Durante a conversa, Lula voltou a defender que igrejas sejam preservadas de disputas eleitorais. A declaração ocorre em meio ao debate sobre a participação de líderes religiosos na campanha e sobre o uso da estrutura de templos para manifestações políticas.
O presidente afirmou que, quando quiser fazer campanha, prefere realizar os atos em espaços públicos, fora das igrejas.
O encontro foi realizado sem a presença de jornalistas. Posteriormente, trechos da fala de Lula foram divulgados pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência.
Lula também falou sobre valores que considera associados à tradição cristã, como liberdade, solidariedade e não discriminação. A fala ocorreu durante uma reunião com integrantes da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito e convidados dos Estados Unidos e de Cuba.
Aproximação com o eleitorado evangélico
A reunião ocorre durante a campanha para as eleições de 2026 e em meio aos esforços do presidente para ampliar o diálogo com o eleitorado evangélico.
Segundo levantamento PoderData/Aya citado pelo Poder360, realizado entre 9 e 12 de agosto, 62% dos entrevistados evangélicos desaprovavam o governo Lula. O levantamento é uma fotografia daquele período e não representa necessariamente o comportamento do eleitorado no momento atual.
A participação de religiosos na política e a utilização de igrejas durante períodos eleitorais também são temas de discussão na Justiça Eleitoral. As regras podem envolver, entre outros pontos, o uso de estruturas religiosas para atividades de campanha e eventual abuso de poder.
No encontro desta quarta-feira, porém, Lula concentrou a fala na defesa de que não pretende transformar igrejas em locais de comício e afirmou que os atos políticos devem ocorrer fora dos templos.
Matérias relacionadas
Moro nega uso político de eventos da Fiep em ação eleitoral no Paraná
Gazeta checa declarações de Sandro Alex, Requião Filho e Sergio Moro em sabatinas da Massa FM Cascavel
Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em nova rodada de pesquisas para presidente
TRE-PR libera pesquisa Quaest após instituto apresentar comprovantes e esclarecer questionamentos
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.