Ministério da Justiça solicita extradição de Carla Zambelli à Itália
Deputada federal licenciada foi condenada pelo STF a mais de 10 anos de prisão por envolvimento na invasão de sistemas do CNJ e está na lista vermelha da Interpol
O Ministério da Justiça encaminhou, nesta quarta-feira (11), ao Itamaraty, o pedido oficial de extradição da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), que atualmente se encontra na Itália. O nome da parlamentar foi incluído na lista vermelha da Interpol, destinada a pessoas procuradas internacionalmente.
Com a solicitação formalizada, caberá agora ao Ministério das Relações Exteriores transmitir o pedido às autoridades italianas, seguindo os trâmites legais de cooperação internacional.
Ainda nesta quarta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), também enviou diretamente ao Ministério da Justiça a solicitação de extradição da deputada.
Zambelli foi condenada em 15 de maio deste ano pela Primeira Turma do STF a 10 anos e 8 meses de prisão, além da perda do mandato parlamentar. A decisão se refere ao seu envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em colaboração com o hacker Walter Delgatti. O processo já transitou em julgado, o que significa que não cabe mais recurso.
A defesa da parlamentar recorreu da decisão com embargos de declaração no dia 23 de maio, mas, dois dias depois, Zambelli deixou o Brasil por via terrestre, pela fronteira com a Argentina, na região de Foz do Iguaçu (PR). Em coletiva de imprensa, após a condenação, ela alegou que problemas de saúde a impediriam de sobreviver à prisão.
Além do pedido de extradição, o STF também determinou o bloqueio de salários e verbas de gabinete da deputada, bem como a perda dos direitos políticos. O objetivo é garantir o pagamento da multa de R$ 2 milhões imposta pela Corte como reparação por danos coletivos.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi notificado para providenciar a suspensão dos direitos políticos da parlamentar, conforme previsto em casos de condenação penal definitiva. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também foi acionada para iniciar a cobrança da multa aplicada.
Com informações do portal Metrópoles.
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