MPPR adere a campanha contra fake news e inteligência artificial nas Eleições 2026
Iniciativa lançada por associações de imprensa do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foca no risco de conteúdos manipulados por inteligência artificial durante o pleito
O Ministério Público do Paraná anunciou apoio a uma campanha de combate à desinformação e às fake news lançada por entidades de imprensa da região Sul do país. A iniciativa tem foco especial no período eleitoral de 2026 e busca conscientizar a população sobre os riscos da disseminação de conteúdos falsos, principalmente com o avanço do uso de inteligência artificial na produção de informações manipuladas.
A ação foi idealizada em conjunto pela Associação Riograndense de Imprensa, Associação Catarinense de Imprensa e Associação Paranaense de Imprensa.
A campanha destaca a importância do jornalismo profissional e da checagem de informações diante do aumento da circulação de conteúdos enganosos nas redes sociais e plataformas digitais.
Como mensagem central, a iniciativa utiliza o conceito:
“Se é bom demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é estranho demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é forçado demais, duvide. Notícia exige apuração”.
Segundo os organizadores, a proposta parte da ideia de que a desinformação costuma ganhar força ao provocar reações emocionais intensas, levando usuários a compartilharem conteúdos sem verificação prévia. Nesse cenário, a campanha reforça o papel do jornalismo profissional na interrupção desse ciclo, oferecendo informação apurada e incentivando a conferência dos fatos antes do compartilhamento.
O Ministério Público destacou que, durante o processo eleitoral, atua em conjunto com o Ministério Público Federal na fiscalização do cumprimento das regras eleitorais. Entre as atribuições estão o combate à propaganda irregular, compra de votos, abuso de poder econômico, uso indevido da máquina pública e outras irregularidades relacionadas às eleições.
O MPPR também lembrou que a divulgação de fake news durante campanhas eleitorais pode configurar crime eleitoral, especialmente quando envolve informações sabidamente falsas contra partidos ou candidatos e que tenham potencial de influenciar o eleitorado.
Além de receber denúncias da população, promotores eleitorais acompanham diretamente o processo de votação e apuração nas zonas eleitorais, fiscalizando eventuais irregularidades ao longo do período eleitoral.
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