Ministério Público cobra projeto de lei para adequar salários do magistério em Terra Roxa
Promotoria aponta que edital oferece R$ 1.943 para 20h, enquanto valor proporcional por lei deveria ser de R$ 2.565; prefeitura tem 30 dias para responder
O Ministério Público do Paraná recomendou que a Prefeitura de Terra Roxa altere um concurso público aberto para contratação de professores após identificar salários abaixo do piso nacional do magistério.
A recomendação foi emitida porque o edital prevê remuneração considerada inferior ao valor mínimo estabelecido pela legislação federal para profissionais da educação básica pública.
Concurso prevê salário abaixo do piso nacional
Segundo o Ministério Público do Paraná, o concurso oferece salário de R$ 1.943,65 para professores da educação infantil e do ensino fundamental com jornada de 20 horas semanais.
No entanto, o piso salarial nacional do magistério atualmente está fixado em R$ 5.130,63 para carga horária de 40 horas semanais.
De forma proporcional, o vencimento para jornada de 20 horas deveria ser de pelo menos R$ 2.565,32.
A diferença motivou a atuação da Promotoria de Justiça, que apontou possível descumprimento da legislação federal que regulamenta o piso dos professores.
MP pede mudança em lei municipal
Na recomendação administrativa, o Ministério Público orienta que o Executivo municipal encaminhe com urgência um projeto de lei à Câmara de Vereadores para alterar a tabela salarial do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração do Magistério municipal.
A mudança deve atingir a Lei Municipal 1.582/2017, adequando o vencimento inicial dos professores ao piso nacional previsto na Lei Federal 11.738/2008.
Além da alteração legislativa, o MP também recomendou a retificação imediata do edital do concurso público.
Prefeitura tem 30 dias para responder
O Município terá prazo de 30 dias para informar à Promotoria se irá cumprir as recomendações.
Segundo o Ministério Público, caso a prefeitura não faça as adequações solicitadas, poderão ser adotadas medidas judiciais para garantir o cumprimento da legislação federal referente ao piso salarial dos profissionais do magistério público.
Piso dos professores gera disputas frequentes
A discussão sobre o pagamento do piso nacional do magistério tem provocado disputas recorrentes entre prefeituras, sindicatos e órgãos de controle em várias cidades brasileiras.
Muitos municípios alegam dificuldades financeiras para cumprir integralmente os reajustes anuais definidos pelo governo federal, enquanto entidades de professores defendem que o pagamento do piso é obrigação legal e constitucional.
O tema costuma gerar debates sobre orçamento municipal, valorização da educação pública e condições de trabalho dos profissionais da rede de ensino.
Matérias relacionadas
Moro nega uso político de eventos da Fiep em ação eleitoral no Paraná
Gazeta checa declarações de Sandro Alex, Requião Filho e Sergio Moro em sabatinas da Massa FM Cascavel
Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em nova rodada de pesquisas para presidente
TRE-PR libera pesquisa Quaest após instituto apresentar comprovantes e esclarecer questionamentos
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.