Petrobras elege novo Conselho de Administração; Guilherme Mello assume a presidência
Em assembleia realizada no Rio, acionistas elegem Rachel Maia e Fábio Bittes como novos conselheiros; União mantém o controle do colegiado com seis das 11 cadeiras
A Petrobras elegeu nesta quinta-feira (16) os integrantes de seu novo Conselho de Administração. A principal mudança foi a troca na presidência do colegiado, que passa a ser comandado por Guilherme Mello. Ele substitui Bruno Moretti, que deixou o cargo para assumir o Ministério do Planejamento.
Guilherme Mello foi eleito com 58,91% dos votos dos acionistas presentes na assembleia, realizada na sede da companhia, no Centro do Rio de Janeiro. Outros 41,09% dos participantes se abstiveram da votação.
A composição do conselho manteve a estrutura já esperada. A União continua com seis das 11 cadeiras do colegiado, enquanto os acionistas minoritários permanecem com quatro vagas. Entre os nomes eleitos, dois passam a integrar o conselho pela primeira vez: Rachel Maia e Fábio Bittes.
Rachel Maia foi indicada pelos acionistas detentores de ações preferenciais e já participa dos conselhos de empresas como a Vale e a Hypera. Fábio Bittes, indicado pela União, atua como assessor especial na Secretaria-Executiva do Ministério da Fazenda e também integra o conselho do BB Investimentos.
Outra mudança é o retorno de Marcelo Gasparino ao Conselho de Administração. Indicado pelos acionistas detentores de ações ordinárias, ele também ocupa a vice-presidência do conselho da Vale. A décima primeira vaga segue destinada ao representante dos funcionários da estatal.
Entre os indicados pela União, além do presidente Guilherme Mello, foram reconduzidos Magda Chambriard, Renato Galuppo, José Fernando Coura e Marcelo Weick. Fábio Bittes completa a lista como novo integrante.
Pelos minoritários, permanecem Francisco Petros e Juca Abdalla, além dos novos nomes de Marcelo Gasparino e Rachel Maia. A representante dos empregados é Rosangela Buzanelli Torres.
A assembleia teve início às 14h20 e contou com a participação de acionistas que representam 90,42% do capital social com direito a voto, totalizando 6,728 bilhões de ações ordinárias.
Além da eleição do conselho, os acionistas aprovaram as contas da companhia referentes ao último exercício, com 83,75% dos votos. O orçamento da estatal para 2026 foi aprovado por 84,56%, mesmo percentual registrado para a destinação dos resultados de 2025. Também foi validada, com 84,74% de aprovação, a manutenção de 11 integrantes no Conselho de Administração.
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