PGR se manifesta contra vigilância policial 24h na casa de Bolsonaro
procurador-geral Paulo Gonet afirma que “não se aponta situação crítica de segurança no interior da casa”
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou nesta sexta-feira (29) contrária à entrada de policiais 24 horas na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, como havia solicitado a Polícia Federal (PF). O parecer foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que julga Bolsonaro pela trama golpista, e será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
No documento, o procurador-geral Paulo Gonet afirma que “não se aponta situação crítica de segurança no interior da casa”, mas reconhece risco de fuga, citando uma minuta de pedido de asilo a países estrangeiros encontrada no celular de Bolsonaro, incluindo solicitação ao presidente da Argentina, Javier Milei, e visitas à Embaixada da Hungria em fevereiro de 2024.
Gonet ainda destaca que familiares e apoiadores do ex-presidente no exterior pressionam por medidas para anular o processo. A PGR recomenda monitoramento visual das áreas externas da residência como alternativa suficiente, sem necessidade de permanência contínua de agentes.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto por descumprir medidas cautelares que o proibiam de usar redes sociais em atos políticos. O STF mantém monitoramento da Polícia Penal do Distrito Federal 24 horas, e sua defesa já solicitou revisão da prisão para apreciação na Primeira Turma do tribunal.
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