Procon de Umuarama proíbe abordagem de clientes nas ruas e "exame de vista grátis" em óticas
Secretaria de Defesa do Consumidor veda abordagem em via pública, venda casada e publicidade enganosa; recomendação administrativa também garante liberdade de escolha para exames e orçamentos
A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) divulgou recomendação administrativa com o objetivo de disciplinar a atuação do mercado óptico em Umuarama. O documento estabelece regras claras para a comercialização de produtos e serviços, além de vedar práticas consideradas abusivas, como abordagens de consumidores nas ruas e concorrência desleal.
A medida tem como base o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto do Idoso, a Constituição Federal e entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) – especialmente decisão que reconhece a atuação de optometristas na realização de exames de acuidade visual e prescrição de lentes corretivas, desde que respeitados os limites legais da profissão.
Entre os principais pontos da recomendação está a proibição imediata da abordagem de consumidores em vias públicas — prática conhecida como “pesca de clientes”. Segundo a secretária de Proteção e Defesa do Consumidor, Aline Cunha Martiolli, esse tipo de ação gera constrangimento e caracteriza concorrência desleal, ferindo princípios básicos das relações de consumo.
Outro aspecto é o combate à “venda casada”. O Procon orienta que óticas não podem manter ou custear consultórios médicos ou de optometria vinculados ao estabelecimento, nem direcionar consumidores a profissionais específicos. A prática, além de abusiva, compromete a liberdade de escolha do consumidor.
A recomendação proíbe ainda a oferta de “exames de vista gratuitos” atrelados à venda de produtos, considerada publicidade enganosa. “Esse tipo de estratégia induz o consumidor ao erro, ao mascarar o real custo do serviço”, comenta a secretária, que reforça a obrigatoriedade de transparência nas informações prestadas ao consumidor, exigindo clareza quanto a preços, características e origem dos produtos.
Além disso, as empresas estão proibidas de reter prescrições médicas ou de optometristas apresentadas pelos clientes, devendo garantir que o consumidor possa realizar orçamentos em diferentes estabelecimentos.
Aline Cunha destaca que a recomendação tem caráter educativo, mas o descumprimento pode resultar em sanções. “Caso as orientações não sejam seguidas, o Procon poderá instaurar processo administrativo, além de encaminhar o caso ao Ministério Público do Paraná para as medidas cabíveis”, afirmou.
Matérias relacionadas
Moro nega uso político de eventos da Fiep em ação eleitoral no Paraná
Gazeta checa declarações de Sandro Alex, Requião Filho e Sergio Moro em sabatinas da Massa FM Cascavel
Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em nova rodada de pesquisas para presidente
TRE-PR libera pesquisa Quaest após instituto apresentar comprovantes e esclarecer questionamentos
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.