Redução da maioridade penal se torna tema de debate na PEC da segurança
Direita e centrão estão a favor do texto, enquanto setores do PT se opõem
O relator, Mendonça Filho (União Brasil) propõe diminuição da maioridade penal para crimes hediondos na PEC da Segurança que ocorreu na última quarta-feira (25). Direita e centrão são favoráveis ao texto, enquanto setores do PT se opõem.
No texto inicial não era citado redução da maioridade penal, foram feitas mudanças drásticas, que adicionam: o confisco total de bens obtidos por atividades criminosas; autonomia dos estados, ou seja, se houver operação conjunta, a coordenação será de quem propôs, não obrigatoriamente do estado; limitação de guardas municipais para cidades com menos de 100 mil habitantes, evitando que haja uma estrutura da qual não consiga manter.
A ofensiva ocorrerá logo após o início da nova gestão do ministro Wellington César Lima, que concordou com a realização do plebiscito sobre a redução da maioridade penal. José Guimarães (PT-CE) afirmou que o governo ainda vai se posicionar e sugeriu a construção de um acordo.
A emenda visa reduzir a maioridade de 16 para 18 anos em casos de crimes hediondos. A comissão especial aprovou o parecer do relator em dezembro do ano passado, agora o texto espera aprovação do Senado.
Mendonça Filho ressaltou que a decisão será tomada através de um referendo em 2028. Segundo o relator, essa medida foi tomada para que o povo tome a decisão final e evite que a proposta se torne inconstitucional.
Marcos Fernando da Silva Fontes, delegado titular da Delegacia do Adolescente em Cascavel, diz que a imputabilidade penal não pode ser reduzida a uma proposta de emenda e afirma que as normas atuais precisam ser aprimoradas: “Nos dias de hoje, o tempo máximo que um adolescente pode ser internado é de 3 anos, não importando a gravidade do ato infracional. Isso tem constituído um incentivo para que quadrilhas e o crime organizado façam uma cooptação desses adolescentes, para que estes passem a traficar, cometer homicídios e a estarem envolvidos no contrabando. O estatuto da criança e adolescente deve ser reformado para atender os anseios sociais; para que realmente possa acontecer a devida punição”.
A expectativa é que a discussão dê continuidade no plenário neste mês de março para que haja um consenso entre ambas partes.
Matérias relacionadas
Moro nega uso político de eventos da Fiep em ação eleitoral no Paraná
Gazeta checa declarações de Sandro Alex, Requião Filho e Sergio Moro em sabatinas da Massa FM Cascavel
Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em nova rodada de pesquisas para presidente
TRE-PR libera pesquisa Quaest após instituto apresentar comprovantes e esclarecer questionamentos
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.