Romário deixa o PL e anuncia apoio a Eduardo Paes na disputa pelo governo do Rio
Senador formalizou desfiliação após cinco anos no partido e afirmou que decisão busca dar mais liberdade para sua atuação política
Após cinco anos de filiação, o senador Romário decidiu deixar o Partido Liberal (PL). O pedido de desfiliação foi formalizado nesta sexta-feira (14), em um movimento que ocorre paralelamente à decisão do ex-jogador de apoiar Eduardo Paes (PSD) na disputa pelo governo do Rio de Janeiro em 2026.
Além de Paes, Romário também declarou apoio a Pedro Paulo (PSD), que pretende disputar uma vaga ao Senado. O posicionamento contraria a estratégia do PL, que terá Douglas Ruas como candidato ao governo estadual.
A decisão de Romário não representa uma mudança isolada em relação à eleição deste ano. Em 2024, durante a disputa pela Prefeitura do Rio de Janeiro, o senador também apoiou Paes contra Alexandre Ramagem, então candidato do PL.
Em ofício encaminhado ao presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, Romário afirmou que decidiu deixar a legenda após uma reflexão sobre os caminhos políticos que considera mais adequados para o estado.
Segundo o senador, a saída está relacionada à possibilidade de contribuir para o processo eleitoral com “maior coerência e liberdade de ação”. Ele também fez questão de afirmar que não deixa o partido em meio a um conflito interno.
“Tenho respeito pelo PL e pelas pessoas com quem caminhei nos últimos anos. Foi uma decisão pensada, tomada com tranquilidade e sem qualquer questão pessoal”, afirmou Romário em nota.
O senador acrescentou que entendeu ser o momento de encerrar o ciclo dentro da legenda e seguir um novo caminho político. “Saio sem briga, sem ressentimento e com respeito por todos”, declarou.
Apoio a Paes
Antes de formalizar a desfiliação, Romário esteve em Brasília nesta quinta-feira (13) para conversar com Valdemar Costa Neto. Segundo interlocutores do PL, o encontro tratou do apoio do senador a Eduardo Paes, mas a possibilidade de desfiliação ainda não havia sido discutida naquele momento.
A decisão de deixar o partido foi tomada posteriormente. Por enquanto, Romário ficará sem legenda, e pessoas próximas ao senador afirmam que não existem negociações em andamento para uma nova filiação.
A escolha pelo apoio a Paes também foi justificada pelo senador como uma decisão baseada na avaliação sobre o cenário do Rio de Janeiro.
“Tenho minhas posições, o Eduardo tem as dele e não precisamos concordar em tudo. O que pesa para mim é o Rio”, afirmou.
Romário disse acreditar que Paes reúne, atualmente, as melhores condições para governar o estado, enfrentar problemas históricos e buscar soluções para questões que, segundo ele, permanecem sem resposta há anos.
Com a saída do PL, Romário encerra mais um ciclo em sua trajetória partidária. O senador foi filiado ao PP entre 2001 e 2009, ao PSB de 2009 a 2017, ao Podemos de 2017 a 2021 e estava no PL desde 2021.
A desfiliação ocorre em um momento de reorganização das alianças para a eleição de 2026 e coloca Romário fora das principais estruturas partidárias enquanto mantém sua atuação política no estado. O apoio declarado a Paes também cria uma divisão mais clara entre o posicionamento do senador e a estratégia eleitoral do PL no Rio de Janeiro.
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