Projeto de Lei quer endurecer penas para agressões contra trabalhadoras domésticas
Proposta da senadora Eliziane Gama cria programa de acolhimento e agrava punições no Código Penal para crimes cometidos no ambiente de trabalho doméstico; texto surge após denúncia de agressão no Maranhão
Um projeto apresentado no Senado quer criar uma rede nacional de proteção para trabalhadoras domésticas vítimas de violência, abuso e exploração no ambiente de trabalho. A proposta surge em meio à repercussão nacional do caso de uma jovem doméstica grávida que denunciou agressões e tortura no Maranhão.
O Projeto de Lei 2243/2026 começou a tramitar no Senado Federal e é de autoria da senadora Eliziane Gama (PSD-MA).
O texto prevê a criação do Programa Nacional de Proteção à Trabalhadora Doméstica, com medidas de acolhimento, fiscalização e combate à violência contra mulheres nessa relação de trabalho.
Entre os principais pontos da proposta estão a criação de canais seguros para denúncias, prioridade no atendimento às vítimas e integração entre órgãos públicos de assistência, fiscalização e proteção social.
O debate ganhou força após a denúncia feita por uma trabalhadora doméstica de 19 anos, grávida, que afirmou ter sofrido agressões físicas e tortura praticadas pela ex-empregadora em Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís.
“O caso ocorrido no Maranhão chocou o país e expõe uma realidade que ainda precisa ser enfrentada com firmeza”, afirmou Eliziane Gama em publicação nas redes sociais.
Projeto prevê aumento de penas
Além das medidas de proteção, o projeto também endurece punições previstas no Código Penal Brasileiro para crimes cometidos contra trabalhadoras domésticas.
O texto prevê agravamento de pena quando a violência ocorrer nesse contexto de trabalho, especialmente se a vítima estiver grávida.
A proposta também prevê ações preventivas, campanhas de conscientização e apoio psicológico e jurídico às vítimas.
Segundo a senadora, muitas trabalhadoras domésticas ainda vivem situações de humilhação, jornadas abusivas, violência física e violações de direitos sem conseguir denunciar.
Na justificativa do projeto, Eliziane afirma que o problema envolve uma realidade “historicamente invisibilizada” no Brasil.
Ela argumenta que, embora já existam leis de proteção às mulheres e aos trabalhadores, ainda faltam mecanismos específicos voltados às trabalhadoras domésticas, que frequentemente enfrentam situações de vulnerabilidade social e dependência econômica.
O projeto agora deverá passar pelas comissões do Senado antes de seguir para eventual votação em plenário.
Matérias relacionadas
Moro nega uso político de eventos da Fiep em ação eleitoral no Paraná
Gazeta checa declarações de Sandro Alex, Requião Filho e Sergio Moro em sabatinas da Massa FM Cascavel
Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em nova rodada de pesquisas para presidente
TRE-PR libera pesquisa Quaest após instituto apresentar comprovantes e esclarecer questionamentos
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.