Servidores denunciam falhas no SAMA e grávidas sem acesso garantido a UTI neonatal em Maringá
Vereadora Ana Lúcia critica atendimento prestado após mudança de contrato e afirma que servidoras gestantes estão sendo encaminhadas para hospitais sem estrutura neonatal adequada
Nesta quinta-feira (18), a vereadora Ana Lúcia (PDT) denunciou a falta de atendimento aos servidores públicos por meio do SAMA. Segundo a parlamentar, mulheres grávidas estariam sendo transferidas para hospitais sem UTI neonatal.
O SAMA (Serviço de Assistência à Saúde do Servidor, ou Saúde Maringá) é um benefício gratuito oferecido pela Prefeitura de Maringá aos servidores públicos municipais efetivos, ativos e inativos, pensionistas e seus dependentes.
Ana Lúcia relatou o caso de uma servidora grávida que realizou todo o pré-natal em um hospital e, na última semana de gestação, descobriu que o parto seria realizado em outra unidade, que não possui UTI neonatal. A paciente enfrenta um quadro de diabetes gestacional e, nesse caso, uma estrutura adequada é fundamental para garantir a segurança da mãe e do bebê. “O SAMA, que deveria ser um porto seguro para quem dedica a vida a servir nossa cidade, tornou-se um labirinto de incertezas, descaso e total abandono. Em junho de 2026, estamos assistindo à interrupção de serviços, ao cancelamento de consultas e exames e, o que é mais grave, ao desamparo de mulheres grávidas”, relatou a vereadora.
Segundo Ana Lúcia, após o encerramento do contrato entre a Prefeitura e o Hospital Bom Samaritano para atendimento pelo SAMA, um novo contrato foi firmado com a BBS Hospital Santa Rita, no valor de quase R$ 36 milhões por ano. No entanto, de acordo com a parlamentar, a instituição não estaria conseguindo atender toda a demanda, uma vez que também presta serviços ao SUS.
Novos prestadores foram contratados, entre eles o próprio Hospital Bom Samaritano. Porém, segundo a vereadora, a instituição deixou de atender os beneficiários do SAMA por falta de pagamento. Mesmo sem suprir todas as demandas, o Hospital Santa Rita continuaria recebendo os repasses previstos em contrato.
A vereadora também cobrou maior fiscalização por parte da Prefeitura sobre a execução dos serviços. “A Prefeitura precisa parar de proteger o CNPJ e passar a proteger o CPF de quem trabalha por Maringá. O silêncio da fiscalização é, de fato, a digital da cumplicidade com o processo inaceitável que os servidores estão vivendo”, afirmou.
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