Como acessar o novo teleatendimento psicológico do SUS para mulheres; veja o passo a passo
Serviço gratuito começa este mês pelo aplicativo Meu SUS Digital e foca em mulheres vítimas de violência ou vulnerabilidade; atendimento inclui psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais
Mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade psicossocial terão acesso a teleatendimento em saúde mental pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O serviço começa neste mês nas cidades do Recife e do Rio de Janeiro.
De acordo com o Ministério da Saúde, a iniciativa será ampliada gradualmente. A previsão é que, em maio, o atendimento chegue a municípios com mais de 150 mil habitantes. Em junho, a expectativa é que o serviço esteja disponível em todo o país.
Segundo a pasta, a estimativa é realizar cerca de 4,7 milhões de teleatendimentos psicológicos por ano. O projeto é desenvolvido em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).
Como acessar o serviço
O acesso ao atendimento poderá ocorrer por encaminhamento de unidades da atenção primária à saúde, como unidades básicas de saúde (UBS), além de serviços da rede de proteção às mulheres.
Também será possível buscar o atendimento diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital. A plataforma deve disponibilizar um mini aplicativo específico para o serviço ainda neste mês.
Na ferramenta, a usuária fará um cadastro inicial com informações sobre sua situação. A partir dessa avaliação, o sistema enviará uma mensagem com a data e o horário do teleatendimento.
Segundo o Ministério da Saúde, a primeira consulta terá como objetivo identificar riscos, mapear a rede de apoio e entender as demandas da paciente. O atendimento também poderá ser articulado com outros serviços da rede pública.
Atendimento com equipe multiprofissional
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o modelo segue a estratégia de teleatendimentos já utilizada em outras áreas da saúde.
“A gente lançou esta semana o teleatendimento como suporte para pessoas que já estão em situação de compulsão por jogos eletrônicos. E a gente vai construir o mesmo modelo, mas com arranjos diferentes na relação com a atenção primária em saúde e na pactuação com estados e municípios”, disse.
Segundo o ministro, o serviço contará com diferentes profissionais da área de saúde mental.
“Ofertar esse teleatendimento com psiquiatra, psicólogo, assistente social e, em algumas situações, com terapeuta ocupacional para mulheres – não só aquelas que já foram vítimas de violência, mas àquelas que estão sinalizando ou que estão em extrema vulnerabilidade”, afirmou.
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