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Curi tem 14%, Deltan e Filipe 11% e Gleisi 10%, diz Quaest

Alexandre Curi aparece com 14%, Deltan Dallagnol e Filipe Barros têm 11% cada e Gleisi Hoffmann registra 10%; margem de erro é de três pontos percentuais

Gabriel Porta/Gazeta do Paraná · · 5 min de leitura
Pesquisa Senado
Pesquisa Senado — Crédito: Divulgação

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A disputa pelas duas vagas do Paraná no Senado chega à reta final com quatro candidatos numericamente próximos, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (24). Alexandre Curi (Republicanos) aparece com 14% na combinação dos dois votos, seguido por Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL), com 11% cada, e Gleisi Hoffmann (PT), com 10%.

Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, os resultados dos quatro candidatos se sobrepõem. Por isso, a pesquisa não permite estabelecer uma separação estatística entre eles.

O levantamento foi realizado entre 20 e 23 de setembro e ouviu 804 eleitores do Paraná. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e foi contratada pela RPC. O registro na Justiça Eleitoral é o PR-02802/2026.

Nas eleições deste ano, o Paraná escolherá dois senadores. Cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes para preencher as duas vagas que serão renovadas.

Veja os números da pesquisa

Na combinação das duas escolhas, com os resultados redimensionados para uma base de 100%, a Quaest encontrou:

  • Alexandre Curi (Republicanos): 14%

  • Deltan Dallagnol (Novo): 11%

  • Filipe Barros (PL): 11%

  • Gleisi Hoffmann (PT): 10%

  • Dr. Rosinha (PT): 5%

  • Cristina Graeml (PSD): 5%

  • Karen Guerreiro (Missão): 1%

  • Marcelo Marcelino (PCO): 1%

  • Joaquim do MLB (UP): 0%

  • Indecisos: 29%

  • Branco, nulo ou não pretende votar: 13%

Curi aparece numericamente à frente, mas a diferença para Deltan e Filipe é de três pontos, exatamente o limite da margem de erro. Em relação a Gleisi, a distância é de quatro pontos, ainda com sobreposição dos intervalos quando considerada a margem informada pela pesquisa.

Indefinição ainda é alta

Um dos principais dados do levantamento está fora da lista dos candidatos. Na pesquisa estimulada, 29% dos entrevistados ainda não definiram os votos para o Senado.

Outros 13% afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo ou que não pretendem votar. Somados, os dois grupos representam 42% da combinação apresentada pela pesquisa sem indicação de um candidato.

Na pergunta espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, a indefinição sobe para 76%.

Deltan aparece com 6% das menções espontâneas. Gleisi Hoffmann e Alexandre Curi têm 4% cada. Filipe Barros registra 3%, enquanto Dr. Rosinha e Cristina Graeml aparecem com 2% cada.

A pesquisa espontânea mede a lembrança dos candidatos sem que o eleitor receba uma lista de nomes. O resultado não equivale à intenção de voto estimulada, mas mostra o nível de definição do eleitor na reta final.

Primeiro e segundo voto apresentam diferenças

A divisão entre a primeira e a segunda escolha ajuda a explicar a dinâmica da disputa pelas duas cadeiras.

No primeiro voto, Alexandre Curi aparece com 18%. Deltan Dallagnol e Gleisi Hoffmann têm 16% cada, enquanto Filipe Barros registra 10%.

No segundo voto, Filipe Barros aparece com 12%. Curi tem 9%; Cristina Graeml e Dr. Rosinha, 7% cada; Deltan, 6%; e Gleisi, 5%.

A diferença também aparece no grau de indefinição. Na primeira escolha, 23% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar. Na segunda, o percentual sobe para 35%. Outros 16% apontam branco, nulo ou ausência no segundo voto.

Como cada eleitor precisa escolher dois nomes, a segunda preferência pode influenciar a composição final das duas vagas.

Maioria ainda pode mudar de voto

A pesquisa também perguntou aos eleitores se a escolha já está definida.

Para 58% dos entrevistados, o voto declarado é definitivo. Outros 42% afirmam que ainda podem mudar de ideia até o dia da eleição.

O dado mostra que uma parcela relevante do eleitorado ainda está aberta a mudanças durante os últimos dias de campanha. Esse percentual, no entanto, não indica para quais candidatos esses eleitores poderiam migrar.

Candidatos têm níveis diferentes de conhecimento e rejeição

A pesquisa também mediu o grau de conhecimento dos candidatos e a disposição dos entrevistados em votar neles.

Alexandre Curi é conhecido e considerado uma opção de voto por 40% dos entrevistados. Outros 36% dizem não conhecê-lo, enquanto 24% afirmam que o conhecem, mas não votariam nele.

Entre os entrevistados, 27% dizem conhecer Deltan e considerá-lo uma opção de voto. Outros 54% não o conhecem e 19% afirmam que não votariam nele.

Filipe Barros apresenta 27% de potencial de voto, 51% de desconhecimento e 22% de rejeição.

Gleisi Hoffmann tem o maior nível de conhecimento entre os nomes pesquisados. Apenas 18% dizem não conhecê-la. Outros 26% afirmam que poderiam votar nela, enquanto 56% dizem conhecê-la, mas não escolheriam seu nome.

Esses percentuais medem conhecimento, potencial e rejeição declarados pelos entrevistados. Eles não representam uma previsão do resultado da eleição.

Deltan enfrenta restrição na campanha

Além dos números da pesquisa, Deltan Dallagnol chega à reta final sob uma situação jurídica diferente dos demais candidatos.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve suspensos os atos de campanha do candidato, incluindo a participação em debates, a veiculação de propaganda eleitoral gratuita e o uso de recursos públicos de campanha. A decisão foi mantida pelo tribunal por 5 votos a 2.

O registro da candidatura, por outro lado, foi mantido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). A decisão regional não derrubou a suspensão dos atos de campanha determinada pelo TSE, e a situação do registro ainda depende da análise da Corte Superior.

A pesquisa Quaest foi realizada entre 20 e 23 de setembro, portanto já durante o período em que a campanha de Deltan estava suspensa.

Cenário ainda aberto a dez dias da eleição

A pesquisa mostra quatro candidatos próximos na combinação dos dois votos, com Alexandre Curi numericamente à frente e Deltan, Filipe e Gleisi na sequência. Considerando a margem de erro, porém, os resultados não permitem separar estatisticamente esse grupo.

Ao mesmo tempo, 29% dos entrevistados ainda estão indecisos na pergunta estimulada e 42% dizem que podem mudar de voto ou não têm candidato definido na combinação apresentada.

A disputa pelas duas vagas, portanto, ainda tem uma parcela expressiva do eleitorado sem decisão definitiva. O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro.

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