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Tijolinho debate Olho Vivo, licitação da Educação, gastos de campanha e impacto dos pedágios no Paraná

Bruna Bandeira e Marcos Formighieri retomam investigações acompanhadas pela Gazeta do Paraná, analisam contratos e despesas eleitorais e encerram o programa com o relato de um caminhoneiro sobre o peso das tarifas nas estradas

Julia Maraschi · · 6 min de leitura
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... — Crédito: Divulgação

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Da intenção de revogar uma licitação de quase R$ 581 milhões do programa Olho Vivo aos gastos milionários das campanhas eleitorais, passando por uma contratação da Educação que sofreu redução superior a R$ 1,5 bilhão e pelo impacto das tarifas de pedágio na rotina de quem vive das estradas. Esses são alguns dos assuntos que movimentam a nova edição do Tijolinho, apresentada pelos jornalistas Bruna Bandeira e Marcos Formighieri.

Logo no início do programa, os apresentadores retomam uma das pautas acompanhadas há meses pela Gazeta do Paraná: o Pregão Eletrônico nº 203/2026, destinado à expansão da plataforma tecnológica do Olho Vivo. O Governo do Estado publicou no Diário Oficial de 17 de setembro um aviso formal de intenção de revogação da licitação, estimada em R$ 580,9 milhões. A revogação ainda não estava consumada no momento da publicação, já que foi aberto prazo para manifestação dos interessados. 

No Tijolinho, a discussão avança justamente para o que pode acontecer depois. Bruna questiona o destino das câmeras já instaladas, dos recursos anteriormente empregados e, principalmente, das informações captadas pelo sistema. “Para onde que está indo?”, pergunta a jornalista ao tratar dos dados produzidos pelas câmeras em funcionamento. Texto colado

A preocupação com os dados ganhou relevância depois que o Ministério Público do Paraná converteu em Inquérito Civil uma apuração relacionada a eventual violação de dados pessoais no programa. O procedimento tramita na 4ª Promotoria de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público de Curitiba. A abertura do inquérito não representa conclusão de que tenha ocorrido irregularidade, mas permite aprofundar a investigação. 

Durante o programa, Marcos Formighieri também relembra a longa sequência de questionamentos sobre o Olho Vivo e ressalta a atuação dos órgãos de controle e das fontes que contribuíram para as apurações jornalísticas. Bruna recorda que o acesso às informações foi uma das dificuldades enfrentadas pela reportagem e relata como documentos e informações obtidas ao longo dos meses ajudaram a reconstruir o funcionamento do projeto. Texto colado

De R$ 2,23 bilhões para cerca de R$ 716 milhões

Outro assunto que ganha espaço é a licitação da Secretaria de Estado da Educação para contratação de mão de obra terceirizada.

O processo havia sido inicialmente estimado em aproximadamente R$ 2,23 bilhões. Após suspensão e reformulação, o valor máximo passou para cerca de R$ 716,1 milhões, uma redução próxima de 68%, conforme documentos do processo analisados anteriormente pela Gazeta do Paraná. 

No programa, Bruna explica que a reformulação envolveu uma combinação de mudanças no projeto e menciona, entre os pontos revistos, itens que constavam originalmente da contratação. A diferença entre o primeiro orçamento e a versão posterior leva os apresentadores a questionarem como um processo dessa dimensão chegou inicialmente ao valor bilionário e quais critérios explicam a reformulação. Texto colado

O debate não se limita aos números. O Tijolinho retoma também questionamentos apresentados por empresas durante a licitação e as discussões sobre o modelo de terceirização adotado pela Educação.

Campanhas, pesquisas e milhões em despesas

A disputa pelo Governo do Paraná ocupa outro grande bloco da edição. Bruna e Marcos comentam pesquisas eleitorais, estratégias adotadas pelas campanhas e propostas apresentadas pelos candidatos.

A conversa passa ainda pelas prestações de contas eleitorais, cujos dados são disponibilizados publicamente pelo Tribunal Superior Eleitoral no DivulgaCandContas. O sistema permite consultar receitas, despesas, fornecedores e outras informações declaradas pelas candidaturas, com atualização ao longo da campanha.

Ao consultar esses números durante o programa, Bruna chama atenção para despesas com serviços advocatícios, produção de vídeos, marketing e transporte aéreo. Em determinado momento, os apresentadores observam que, na prestação examinada, o contrato de advocacia aparecia entre as maiores despesas, seguido por produção audiovisual e serviços de comunicação. Texto colado

Também entra na conversa uma despesa declarada com empresa de táxi aéreo. Bruna destaca o lançamento ao consultar as contas da campanha e relaciona o dado aos deslocamentos realizados durante o período eleitoral, ressalvando que pagamentos podem reunir mais de um serviço ou viagem e que a documentação completa é necessária para estabelecer a correspondência entre cada lançamento e cada deslocamento. Texto colado

O objetivo do bloco não é apenas discutir quanto cada candidatura está gastando. Os apresentadores usam os números como ponto de partida para debater como as campanhas estão empregando os recursos, quais estratégias estão sendo priorizadas e até que ponto comunicação, exposição pública e propostas apresentadas conseguem chegar ao eleitor.

Propostas para a Educação entram no debate

Na reta final, o programa passa pelos planos de governo. Bruna destaca uma proposta ligada à formação de professores e ao ingresso de estudantes de licenciatura na rede estadual. A jornalista relata que encontrou a medida entre as propostas de campanha e levanta dúvidas sobre como o modelo funcionaria na prática, especialmente em relação ao ingresso no Quadro Próprio do Magistério e aos atuais professores temporários. Texto colado

O uso da inteligência artificial na Educação também aparece na discussão. Para Bruna, novas tecnologias podem auxiliar o ensino, mas precisam ter limites claros para que não substituam atribuições pedagógicas essenciais dos professores. Texto colado

A proposta do Tijolinho, nesse trecho, é provocar o espectador a procurar os planos de governo, comparar o que os candidatos apresentam e entender como as promessas poderiam funcionar fora da propaganda eleitoral.

“Só de pedágio me custa R$ 2.167”

O encerramento muda o tom do programa. Marcos Formighieri relata uma conversa que afirma ter tido com um caminhoneiro que trabalha transportando cargas do Oeste do Paraná até Paranaguá. Segundo o relato reproduzido no Tijolinho, uma viagem de ida e volta passaria por dez praças e teria R$ 2.167,20 em tarifas de pedágio para o veículo utilizado pelo motorista. Texto colado

A partir daí, o jornalista deixa os números e conta a dimensão familiar narrada pelo caminhoneiro. Segundo o relato, ele faz aproximadamente uma viagem por semana, enquanto a esposa trabalha fora para complementar a renda da casa. O casal tem três filhos, e o motorista relaciona os custos de sua atividade às dificuldades enfrentadas pela família. Texto colado

O depoimento serve de gancho para o próximo programa, que, segundo Marcos, deverá aprofundar a discussão sobre os pedágios e seus efeitos sobre trabalhadores, transporte de cargas e economia paranaense.

Ao longo de quase uma hora, o novo Tijolinho mistura documentos públicos, investigações acompanhadas pela Gazeta, dados das campanhas e comentários dos apresentadores sobre alguns dos temas que estão no centro do debate político e administrativo do Paraná.

Acesse a íntegra no Youtube da Gazeta do Paraná

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