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Conselho do MPF decide se abre investigação sobre atuação de Gonet no caso Master

Colegiado analisa nesta sexta-feira se há elementos para investigar o procurador-geral da República após mensagens de Daniel Vorcaro e questionamentos sobre a condução das apurações

Repórter Gazeta do Paraná · · 3 min de leitura
Crise STF volta a discussão nesta sexta-feira
Crise STF volta a discussão nesta sexta-feira — Crédito: Divulgação

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O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) decide nesta sexta-feira (25) se há elementos suficientes para abrir uma investigação sobre a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, nas apurações relacionadas ao Banco Master. A sessão extraordinária está marcada para as 10h e será transmitida pelo canal do MPF.

O procedimento administrativo tem como base referências a Gonet encontradas em mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além de questionamentos sobre a atuação do procurador-geral na condução das investigações relacionadas ao caso Master. O processo tramita no Conselho sob a Notícia de Fato PGR-00385698/2026.

O Conselho deverá decidir se arquiva o procedimento ou se designa um subprocurador-geral da República para aprofundar a análise. Caso seja determinada a investigação, o integrante do MPF deverá examinar os dados e verificar se existem elementos que indiquem eventual prática de crime comum atribuível ao procurador-geral.

Foto com Vorcaro ampliou questionamentos
O caso ganhou repercussão após a divulgação de uma fotografia em que Paulo Gonet aparece ao lado de Daniel Vorcaro durante um evento realizado em Londres, em 2024. A imagem passou a ser considerada nas discussões sobre a relação entre o procurador-geral e o então banqueiro.

Gonet afirmou que encontrou Vorcaro apenas uma vez e classificou a relação como breve. A existência da fotografia, porém, passou a integrar o conjunto de elementos considerados no procedimento que será analisado pelo Conselho.

As mensagens encontradas no celular de Vorcaro também fazem referências ao procurador-geral. O Conselho deverá avaliar o conteúdo desses registros e se eles apresentam elementos que justifiquem uma apuração mais aprofundada.

O que o Conselho pode decidir
Se a maioria dos conselheiros entender que não existem elementos suficientes, o procedimento poderá ser arquivado.
Caso o colegiado identifique indícios que justifiquem uma investigação, será designado um subprocurador-geral da República para analisar o material. Ao final, o responsável apresentará um relatório ao Conselho.

Se forem identificados indícios de crime, os fatos poderão ser encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF), a quem caberá decidir sobre eventual abertura de inquérito.
O procedimento está previsto no artigo 57, inciso X, da Lei Complementar nº 75/1993.

Sessão será presidida pelo vice-presidente

A sessão desta sexta-feira será presidida pelo vice-presidente do Conselho Superior do MPF, subprocurador-geral da República Nicolao Dino. O relator do procedimento é o subprocurador-geral da República Francisco de Assis Vieira Sanseverino.
Após a apresentação do relatório, os conselheiros deverão votar sobre o encaminhamento do caso, seguindo a ordem reversa de antiguidade.

Embora seja presidente do Conselho Superior do MPF, Gonet não presidirá a sessão que trata do procedimento envolvendo sua própria atuação.
O Conselho Superior é o órgão máximo de deliberação do MPF e é responsável, entre outras atribuições, por processos administrativos e pela definição de regras e critérios relacionados à atuação institucional do Ministério Público Federal.

A análise desta sexta-feira não representa, por si só, conclusão sobre eventual responsabilidade de Gonet. O objetivo da sessão é decidir se existem elementos que justifiquem o aprofundamento da apuração.

Foto: Divulgação 

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